agosto 29, 2008

Salvem o Cinema! - Parte 2

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Paissadu nos anos 60. Foto "roubada" do Balaio Porreta 1986.

Matéria de Eduardo Fradkin no Globo, dia 24 de agosto:

Daqui a uma semana, o Rio perderá um templo do cinema de arte. O Estação Paissandu, no Flamengo, exibirá sua última sessão no próximo domingo, conforme noticiou ontem a coluna Gente Boa. A programação de encerramento se iniciará na sexta-feira e terá filmes marcantes de seus 48 anos de existência. Os títulos ainda estão sendo escolhidos pelo Grupo Estação, que administra a sala, mas já se sabe que as sessões serão das 10h às 22h, com ingressos a R$ 1. Baluarte da contracultura durante o regime militar, o cinema formou, nos anos 1960, a Geração Paissandu, rótulo que agrupava jovens cinéfilos e intelectuais de esquerda incapazes de perder os longas de Jean-Luc Godard, Louis Malle, Michelangelo Antonioni, François Truffaut e outros cineastas autorais.

Diretora de exibição do Grupo Estação, Isabela Santiago conta que, desde 2005, se tenta salvar o cinema da extinção:

- Foi há três anos que o proprietário do imóvel o pediu de volta, o que é um direito dele. Mas, como não queríamos fechar um cinema que tem um imenso valor histórico, negociamos com ele para conseguirmos tempo e encontrarmos um patrocinador interessado em manter o Paissandu. Cinema de rua com uma única sala não é economicamente viável hoje em dia, daí a necessidade de patrocínio.

Última reforma foi em janeiro e custou R$ 100 mil

Foram elaboradas duas propostas. Uma era dividir o cinema em duas salas, o que exigiria uma reforma cara, mas diminuiria o custo de manutenção a longo prazo, pois o faturamento aumentaria. A outra era deixar tudo como está e usar a verba para pagar as contas do cine e para restauros ocasionais. Nenhuma empresa fechou acordo.

- O que temos hoje é uma sala muito grande e um público muito pequeno, restrito às imediações. Os cinemas, com o tempo, diminuíram o tamanho de suas salas e passaram a ter muitas delas num só endereço, possibilitando a exibição de vários filmes. Além do Paissandu, possuímos apenas um cinema de rua com uma sala, o Odeon, que tem patrocínio da Petrobras e só assim se mantém. Já os outros, como o Estação Botafogo, não correm risco porque são complexos com mais de uma sala - explica Isabela.

Em janeiro deste ano, uma reforma de R$ 100 mil foi feita no Paissandu para melhorar os banheiros, trocar o carpete e instalar novas poltronas. Até então, havia esperanças de surgir um patrocinador. O Grupo Estação assumiu a direção da sala em 1990, num período de decadência em que até filme pornô entrava em cartaz.

Quando foi inaugurado, em dezembro de 1960, com a comédia italiana "Somos homens ou...", o cine não era voltado para o público que o celebrizou. A mudança de perfil ocorreu em 1964, quando a empresa Franco-Brasileira, que geria a sala, assinou um contrato com a Cinemateca do MAM e começou a passar filmes de Ingmar Bergman e outros nomes cultuados.

- Eu me aproximava do Paissandu meio atemorizado, porque naquela geração eram todos oniscientes. Eu participava timidamente das discussões que se seguiam às sessões porque, se você falasse mal de certos filmes, acabava a sua vida social, acabavam as suas chances de namorar. Com o fechamento do Paissandu, encerra-se uma época em que o cinema era discutido, não era um mero brinquedo, mas um veículo para a revolução - teoriza o cineasta José Joffily.

O Grupo Estação alega não saber o que acontecerá ao imóvel. O proprietário não foi encontrado pelo Globo até o fechamento desta edição.

Na edição de hoje, o mesmo repórter encontrou o dono do imóvel, que reclamou do descaso do Grupo Estação com o Paissandu e que garantiu: o fechamento é temporário e o cinema voltará.

A queixa procede: o Paissandu se transformou em cemitério dos filmes do circuitinho (última parada antes de saírem de cartaz, quando já foram vistos em Botafogo), passou anos sem reforma e acabou excluído do Festival do Rio 2007 - mesmo sem ar-condicionado, tela encardida, poltronas furadas, o cinema lotava em todas as sessões.

Em todo caso, segue a petição contra o fim do Paissandu. Sala histórica, que formou platéias de cinéfilos e de cineastas na década de 60.

Sem contar que se trata do terceira maior sala do RJ, com mais de 400 lugares, tela curva como as do Odeon e do Palácio, e o indescritível cheiro de cinema antigo, mistura de carpete mofado com pipoca vagabunda (e outros odores menos cotados). Prazeres que a geração multiplex nunca senitrá!

Como bota-fora de despedida, o Paissandu exibe 17 clássicos durante o fim-de-semana, a R$ 1,00. Aviso: a maioria dos filmes passará no formato errado, uma vez que o cinema não possui janela 1.37:1 (idem para 1.85:1, aliás).

Sexta-Feira – 29/08
12h – FANNY E ALEXANDER (Fanny och Alexander) Ingmar Bergman – 188 min – Estação
15h20 – ASCENSOR PARA O CADAFALSO (Ascenseur Pour L'Echafaud) Louis Malle – 90 min – Estação
17h15 – O JOELHO DE CLAIRE (Le Genou de Claire) Eric Rohmer – 105 min – Estação
19h15 – O ATALANTE (L'Atalante) Jean Vigo – 95 min – Estação
21h15 – DESPREZO (Le Mépris) Jean Luc Godard – 103 min – Estação
23h15 – NOITES DE CABÍRIA (Le Notti di Cabiria) Federico Fellini – 110 min – Estação

Sábado – 30/08
12h – PARADE (Parade) Jacques Tati – 86 min – Estação
14h – UM HOMEM, UMA MULHER, UMA NOITE (Clair de Femme) Costa Gravas – 105 min – Cinemateca do MAM
16h – ATIREM NO PIANISTA (Tirez Sur Le Pianiste) François Truffaut – 92 min – Estação
18h – MEDÉIA (Medea) Píer Paolo Pasolini – 118 min – Cinemateca do MAM
20h15 – A GRANDE ILUSÂO (La Grande Illusion) Jean Renoir – 117 min – Estação
22h30 – PAISSANDU SURPRESA

Domingo – 31/08
12h – UMA MULHER SOB INFLUÊNCIA (A Woman Under The Influence) John Cassavetes – 155 min – Estação
14h45 – CASABLANCA (Casablanca) Michael Curtiz – 102 min – Cinemateca do MAM
16h45 – A BELA DA TARDE ( Belle de Jour) Luis Buñuel – 101 min – Cinemateca do MAM
18h45 - O ÚLTIMO TANGO EM PARIS (Ultimo Tango a Parigi) Bernardo Bertolucci - 136min – Cinemateca do MAM
21h15 – TRINTA ANOS ESTA NOITE (Feu Follet) Louis Malle – 110 min – Estação

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agosto 19, 2008

Alain Resnais - Programação (RJ)

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Alain Resnais: Mostra completa no CCBB.

19 de agosto TERÇA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima Mon Amour), 1959, 91 min, 35mm, l.p., 16 anos
17h30 - Abordando Alain Resnais, Um Revolucionário Discreto (Une Approche d’Alain Resnais, Révolutionnaire Discret), 1980, 59 min, Beta, l.p., 12 anos
20h - Meu Tio da América (Mon Oncle d’Amérique), 1980, 125 min, 35mm, l.p., 12 anos

20 de agosto QUARTA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - O Ano Passado em Marienbad (L’Année Dernière à Marienbad), 1961, 93 min, 35mm, l.p., 16 anos
17h30 - Morrer de Amor (L’Amour à Mort), 1984, 92 min, 35mm, l.e.p., 14 anos
20h - Stavisky ou O Império de Alexandre (Stavisky...), 1974, 115 min, 35mm, l.p., 14 anos

21 de agosto QUINTA
15h - Quero Ir para Casa (I Want to Go Home), 1989, 105 min, 35mm, l.p., 12 anos
17h30 - Na Boca, Não (Pas Sur la Bouche), 2003, 116 min, 35mm, l.e.p., 12 anos
20h - Melô (Mélo), 1986, 112 min, 35mm, l.e.p., 12 anos

22 de agosto SEXTA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - Muriel ou O Tempo de Um Retorno (Muriel ou Le Temps d’Un Retour), 1963, 116 min, 35mm, l.p., 12 anos
17h30 - Curtas 1, total 43 min, 14 anos,
Van Gogh (Van Gogh), 1948, 18 min, 35mm, l.e.p.
Paul Gauguin (Paul Gauguin), 1950, 12 min, 35mm, l.e.p.
Guernica (Guernica), 1950, 13 min, 35mm, l.p.
20h - Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima Mon Amour), 1959, 91 min, 35mm, l.p., 16 anos

23 de agosto SÁBADO
18h45 - Curtas 2, total 61 min, 16 anos
As Estátuas Também Morrem (Les Statues Meurtent Aussi), 1953, 29 min, 35mm, l.p.
Noite e Nevoeiro (Nuit et brouillard), 1955, 32 min, 35mm, l.p.
20h - O Ano Passado em Marienbad (L’Année Dernière à Marienbad), 1961, 93 min, 35mm, l.p., 16 anos

24 de agosto DOMINGO
12h - Eu Te Amo, Eu Te Amo (Je t’aime, Je t’aime), 1968, 91 min, 35mm, l.e.p., 14 anos
17h30 - Curtas 3, total 41 min, 14 anos
Toda a Memória do Mundo (Toute la Mémoire du Monde), 1956, 22 min, 35mm, l.e.p.
O Canto do Estireno (Le Chant du Styrène), 1958, 19 min, 35mm, l.e.p.
20h - A Guerra Acabou (La Guerre Est Finie), 1966, 121 min, 35mm, l.e.p., 14 anos

26 de agosto TERÇA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - A Guerra Acabou (La Guerre Est Finie), 1966, 121 min, 35mm, l.e.p., 14 anos
17h30 - O Ateliê de Alain Resnais: Em Torno de “Amores Parisienses” (L’Atelier d’Alain Resnais: Autour d’On Connaît la Chanson), 1997, 50 min, Beta, l.e.p., 12 anos
20h - Amores Parisienses (On Connaît la Chanson), 1997, 120 min, 35mm, l.p., 12 anos

27 de agosto QUARTA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - Eu Te Amo, Eu Te Amo (Je t’aime, Je t’aime), 1968, 91 min, 35mm, l.e.p., 14 anos
17h30 - Muriel ou O Tempo de Um Retorno (Muriel ou le Temps d’Un Retour), 1963, 116 min, 35mm, l.p., 12 anos
20h - No Smoking (No Smoking), 1993, 144 min, 35mm, l.p., 12 anos

28 de agosto QUINTA
15h - Curtas 2, total 61 min, 16 anos
As Estátuas Também Morrem (Les Statues Meurtent Aussi), 1953, 29 min, 35mm, l.p.
Noite e Nevoeiro (Nuit et Brouillard), 1955, 32 min, 35mm, l.p.
17h30 - Medos Privados em Lugares Públicos (Cœurs), 2006, 122 min, 35mm, l.p., 14 anos
20h - Smoking (Smoking), 1993, 140 min, 35mm, l.p., 12 anos

29 de agosto SEXTA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - Stavisky ou O Império de Alexandre (Stavisky...), 1974, 115 min, 35mm, l.p., 14 anos
17h30 - A Vida é Um Romance (La Vie Est Un Roman), 1983, 111 min, 35mm, l.e.p., 12 anos
20h - Morrer de Amor (L’Amour à Mort), 1984, 92 min, 35mm, l.e.p., 14 anos

30 de agosto SÁBADO
16h - DEBATE: Alain Resnais, Um Revolucionário Discreto?
Com César Migliorin, Consuelo Lins e Simplício Neto.
19h - Providence (Providence), 1976, 110 min, 35mm, l.e.p., 14 anos

31 de agosto DOMINGO
12h - Quero Ir para Casa (I Want to Go Home), 1989, 105 min, 35mm, l.p., 12 anos
17h30 - Melô (Mélo), 1986, 112 min, 35mm, l.e.p., 12 anos
20h - Meu Tio da América (Mon Oncle d’Amérique), 1980, 125 min, 35mm, l.p., 12 anos

02 de setembro TERÇA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - Providence (Providence), 1976, 110 min, 35mm, l.e.p., 14 anos
17h30 - Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima Mon Amour), 1959, 91 min, 35mm, l.p., 16 anos
20h - Curtas 1, total 43 min, 14 anos
Van Gogh (Van Gogh), 1948, 18 min, 35mm, l.e.p.
Paul Gauguin (Paul Gauguin), 1950, 12 min, 35mm, l.e.p.
Guernica (Guernica), 1950, 13 min, 35mm, l.p.

03 de setembro QUARTA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - Meu Tio da América (Mon Oncle d’Amérique), 1980, 125 min, 35mm, l.p., 12 anos
17h30 - O Ano Passado em Marienbad (L’Année Dernière à Marienbad), 1961, 93 min, 35mm, l.p., 16 anos
20h - Curtas 2, total 61 min, 16 anos
As Estátuas Também Morrem (Les Statues Meurtent Aussi), 1953, 29 min, 35mm, l.p.
Noite e Nevoeiro (Nuit et Brouillard), 1955, 32 min, 35mm, l.p.

04 de setembro QUINTA
15h - Abordando Alain Resnais, Um Revolucionário Discreto (Une Approche d’Alain Resnais, Révolutionnaire Discret), 1980, 59 min, Beta, l.p., 12 anos
17h30 - Muriel ou O Tempo de Um Retorno (Muriel ou le Temps d’Un Retour), 1963, 116 min, 35mm, l.p., 12 anos
20h - Curtas 3, total 41 min, 14 anos
Toda a Memória do Mundo (Toute la Mémoire du Monde), 1956, 22 min, 35mm, l.e.p.
O Canto do Estireno (Le Chant du Styrène), 1958, 19 min, 35mm, l.e.p.

05 de setembro SEXTA
13h - Curso TEMPO E MEMÓRIA: O CINEMA DE ALAIN RESNAIS
15h - A Vida É Um Romance (La Vie Est Un Roman), 1983, 111 min, 35mm, l.e.p., 12 anos
17h30 - Smoking (Smoking), 1993, 140 min, 35mm, l.p., 12 anos
20h - No Smoking (No Smoking), 1993, 144 min, 35mm, l.p., 12 anos

06 de setembro SÁBADO
19h - O Ateliê de Alain Resnais: Em Torno de “Amores Parisienses” (L’Atelier d’Alain Resnais: Autour d’On Connaît la Chanson), 1997, 50 min, Beta, l.e.p., 12 anos
20h - Na Boca, Não (Pas Sur la Bouche), 2003, 116 min, 35mm, l.e.p., 12 anos

07 de setembro DOMINGO
12h - Stavisky ou O Império de Alexandre (Stavisky...), 1974, 115 min, 35mm, l.p., 14 anos
17h30 - Amores Parisienses (On Connaît la Chanson), 1997, 120 min, 35mm, l.p., 12 anos
20h - Medos Privados em Lugares Públicos (Cœurs), 2006, 122 min, 35mm, l.p., 14 anos

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agosto 18, 2008

Bronze

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Vela: esporte que mais trouxe medalhas olímpicas para o Brasil.

Detalhe olímpico:

Isabel Swan, que estuda cinema na UFF, acaba de ganhar a medalha de bronze, com Fernanda Oliveira, na Classe 470 da Vela.

Embora não a conheça pessoalmente, já a vi pelo IACS. Isabel está radicada em Porto Alegre, onde treinava para as Olimpíadas de Pequim.

Parabéns à dupla!

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agosto 15, 2008

Salvem o Cinema! - Parte 1

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A fachada neo-mourisca do Palácio.

Notícia que saiu em O Glogo, dia 10 de agosto:

O Cine Palácio, na Cinelândia, está à venda. O principal interessado é o grupo do Hotel Ambassador, da Senador Dantas, que divide parede com o cinema. A idéia é ligar os dois prédios, transformando parte do Palácio em centro de convenções. O Palácio é o mais tradicional cinema de rua da cidade, uma atividade - e este é o motivo da venda - com público cada vez mais reduzido.

Cascata! A sala é das mais freqüentadas. Não há falta de espectadores: problema está na localização do Palácio, bem no centro econômico do Rio de Janeiro - área valorizadíssima e já densamente ocupada.

O mais belo e tradicional cinema do Rio de Janeiro - de linda fachada neo-mourisca, gigantesco hall de entrada (último da espécie) e magnífica tela curva - acaba vítimado pela ganância imobiliária do Grupo Severiano Ribeiro.

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Palácio na década de 40.

Antes que o Palácio morra, protestemos! Ao invés de mais Kinoplexes horrorosos e cafonas, lutemos para preservar a maravilha arquitetônica, histórica e cultural que aquela sala encravada na Rua do Passeio representa para a cidade!

Para vê-lo como centro de convenções do Hotel Ambassador, prefiro que o dinamitem, como em Cinema Paradiso. A infâmia será menor Já basta o Pathé ocupado pela Igreja Universal.


Cinema Paradiso - Director's Cut, 1988, de Giuseppe Tornatore.

Capitólio, Império, Pathé, Rex, Rivoli, Vitória, Metro Passeio, Plaza e Colonial se foram. Agora, o Palácio. Por quanto tempo resistirá o Odeon?

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agosto 05, 2008

Horror

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Assassino se divertiu com Melancia antes de cortar a namorada.

Tragédia em Goiás: Mohammed D'Ali Santos esquartejou a jovem inglesa Cara Marie Burke, de 17 anos. Ao confessar o crime bárbaro, ele disse que a matou a facadas, esteve em uma festa para, na volta, desmembrar o corpo.

De acordo com o G1, o meliante assistiu ao show de Andressa Soares (aka Mulher Melancia). Lembrei-me do filme de Júlio Bressane, Matou a Família e Foi ao Cinema: a reportagem não poderia se chamar Matou a Namorada e Foi ao Show da Mulher Melancia?

Mohammed D'Ali, com certeza, não matou por amor.

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agosto 04, 2008

Lei Seca

Da Associated Press:

LAS VEGAS (AP)—Police detained NBA star Paul Pierce in handcuffs during a weekend traffic stop on the Las Vegas Strip, but released him without issuing a summons.

Las Vegas police Officer Bill Cassell said Monday that Pierce was handcuffed briefly after emerging “a little agitated” from a vehicle he was driving around 3 a.m. Sunday.

Pierce led the Boston Celtics to the championship this year and was MVP of the finals.

The 6-foot-7, 235-pound Pierce was given field sobriety tests and a Breathalyzer, which registered below the legal limit. Cassell said Pierce was not arrested.

A valet was called to drive Pierce’s car, and Pierce took a cab back to where he was staying.

A spokeswoman for the Celtics said Monday the team and Pierce had no comment.

Desse ser terrível morar em um país, como os EUA, que não respeita os direitos individuais! Paul Pierce, MVP das finais e campeão da NBA com o Boston Celtics, preso e algemado pela polícia de Las Vegas. Pior: o jogador ainda teve que se submeter ao teste do bafômetro.

Aposto que viva alma come bombom de licor naquela terra autoritária!

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agosto 03, 2008

Diário dos Mortos

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Shoot the dead. Mas eles... somos nós.

Rezo para que não cometam o sacrilégio de lançar Diário dos Mortos diretamente em DVD.

Melhor filme do ano. Melhor filme da década. Melhor filme de Romero? Possivelmente. Obra-prima absoluta (e onde ele achou o sósia adolescente de John Leguizamo? Piada diabólica!).

Frase lapidar, que deveria ser pixada em todas as cidades do planeta: "Vale a pena sobreviver em um mundo como este?"

A questão não é sobreviver - mas viver, mudar, transformar, fazer algo. Sair do quarto do pânico. Põr abaixo o conformismo, o tédio, a vergonha, o intolerável.

Brilhante, Romero, brilhante.

PS: Nunca a morte do cinema foi tão bem encenada quanto naquele "shoot me".

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agosto 02, 2008

If Not For You

newmorning.jpg
Álbum New Morning (1970), de Bob Dylan.


If Not For You.

If not for you,
Babe, I couldn't find the door,
Couldn't even see the floor,
I'd be sad and blue,
If not for you.

If not for you,
Babe, I'd lay awake all night,
Wait for the mornin' light
To shine in through,
But it would not be new,
If not for you.

If not for you
My sky would fall,
Rain would gather too.
Without your love I'd be nowhere at all,
I'd be lost if not for you,
And you know it's true.

If not for you
My sky would fall,
Rain would gather too.
Without your love I'd be nowhere at all,
Oh! What would I do
If not for you.

If not for you,
Winter would have no spring,
Couldn't hear the robin sing,
I just wouldn't have a clue,
Anyway it wouldn't ring true,
If not for you.

If Not For You, letra e música de Bob Dylan.

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agosto 01, 2008

A Arte da Concisão

Hoje começa a 13a. Edição do Festival de Cinema Universitário (www.fbcu.com.br). A Revista Moviola fará a cobertura da Mostra Competitiva de Curtas Nacionais.

Chequei a programação. Olhei todas as sessões, para me inteirar. E me surpreendi com a quantidade de "curtas" com 20, 25, 30 minutos de duração!

Os filmes experimentam com o tamanho? Argumento frágil. Não se deve confundir música de câmara com sinfonia: curtas-metragens representam a arte da concisão, expressar o máximo de idéias e de sentimentos com o mínimo de técnica, de enredo, de tempo.

A maioria dos curtas-metragens a que assisto são longas frustrados. Inúmeras subtramas que não se desenvolvem, virtuosismos estéreis de luz, música e câmera, a necessidade de se auto-afirmar como produto relevante e belo.

O formato, ao contrário, propicia o despojamento, a simplicidade e a auto-disciplina.

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