fevereiro 29, 2008

Capuleto


Laura Claycomb, Ópera de Paris, 1996.

Scena Seconda (Gabinetto negli appartamenti di Giulietta)

Recitativo

GIULIETTA

Eccomi in lieta vesta...
Eccomi adorna...
come vittima all'ara
Oh! almen potessi qual vittima
cader dell'ara al piede!
O nuziali tede, aborrite
cosi, cosi fatali,
siate, ah! siate per me
faci ferali.
Ardo... una vampa, un foco
tutta mi strugge.

(Si affaccia alla finestra, e ritorna.)

Un refrigerio
ai venti io chiedo invano
Ove sei tu, Romeo?
in qual terra t'aggiri?
Dove, dove, inviarti,
dove i miei sospiri?

Aria

Oh! quante volte, oh quante
ti chiedo al ciel piangendo!
Con quale ardor t'attendo,
e inganno il mio desir!
Raggio del tuo sembiante
ah! parmi il brillar del giorno:
ah! l'aura che spira intorno
mi sembra un tuo sospir,
ah! l'aura che spira, ecc.

Ária Ecco Mi... Oh! Quante Volte!, de I Capuleti e I Montecchi, ópera de Vincenzo Bellini, com libreto de Felice Romani.

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MAM em Março

Em março a Cinemateca apresenta uma mostra de filmes brasileiros pouco vistos; desde obras não muito conhecidas de grandes cineastas como Nelson Pereira dos Santos, Leon Hirszman, Eduardo Escorel, Alex Viany, Eduardo Coutinho, Carlos Reichenbach, etc, até filmes jamais lançados comercialmente no país, como Hitler Terceiro Mundo de José Agripino de Paula e Nativa Solitária de Rômulo Person.

A retrospectiva traz obras únicas de diretores como Antunes Filho e Henfil, que só realizaram um filme na vida; uma das poucas ficções científicas feitas no país, Abrigo Nuclear de Roberto Pires; e alguns clássicos do cinema marginal, como A Sagrada Família de Sílvio Lanna, Crônica de Um Industrial de Luiz Rosemberg Filho, A Herança de Ozualdo Candeias, e o já citado Hitler Terceiro Mundo.

A mostra cobre desde o período silencioso até o final do século XX, com A Maldição de Sanpaku de José Joffily, primeiro filme realizado depois que o ex-presidente Fernando Collor provocou uma grande crise no setor cinematográfico brasileiro.

Muitas das produções programadas merecem ser redescobertas ou revistas.

sex 29 fev
18h30 Cinema brasileiro – lado B Insônia de Nelson Pereira dos Santos, Emmanuel Cavalcanti e Luís Paulino. Brasil, 1982. Com Nelson Dantas, Bete Mendes, Nádia Lippi. 103’.
>>Filme em três episódio baseado em conto homônimo de Graciliano Ramos.

sab 01
16h Cinema brasileiro – lado B Minas Texas de Carlos Alberto Prates Correia. Brasil, 1989. Com Andréa Beltrão, José Dumont, Tony Ramos. 75’.
>>No dia do casamento, noiva foge com quatro amigos. Filme ganhador de seis prêmios no Festival de Brasília.

18h Cinema brasileiro – lado B Janete de Chico Botelho. Brasil, 1983. Com Nice Marinelli, Lilian Lemmertz, Flávio Guarnieri. 95’.
>>Adolescente se prostitui muito cedo, é presa, foge, pega caronas em caminhões, até integrar o elenco de um circo. Música de Arrigo Barnané, interpretada por Caetano Veloso. Filme ganhador de dois prêmios no Festival de Gramado e dois prêmios no Festival de Brasília.

dom 02
16h Cinema brasileiro – lado B A Sagrada Família de Sílvio Lanna. Brasil, 1970. Com Paulo César Pereio, Nelson Vaz, Walda Maria Franqueira. 85’.
>>Uma família burguesa, ao longo de uma viagem, vai se livrando dos bens materiais e destecendo sua história.

18h Cinema brasileiro – lado B Vida de Artista de Haroldo Marinho Barbosa. Brasil, 1970. Com Pedro Bira, Tetê Medina, Márcia Rodrigues. 70’.
>>Estudante, combativo na luta política de 1968, vai viver numa pequena cidade do interior.

sex 07
18h30 Cinema brasileiro – lado B Audácia - A Fúria dos Desejos de Carlos Reichenbach e Antônio Lima. Brasil, 1970. Com José Mojica Marins, Júlia Miranda, Maurício do Vale.100’.
>>Metacinema em três episódios, ambientado em sets de filmagem.

sab 08
16h Cinema brasileiro – lado B Modelo 19 (O Amanhã Será Melhor) de Armando Couto. Brasil, 1957. Com Ilka Soares, Nino Cervi, Luigi Picchia e Waldemar Seyssel (Arrelia). 84’.
>>Cinco estrangeiros se mudam para o Brasil em busca de novas oportunidades de vida. Roteiro de Millor Fernandes.

18h Cinema brasileiro – lado B O ABC do Amor de Eduardo Coutinho, Rodolpho Kuhn e Helvio Soto. Brasil, Argentina e Chile, 1967. Com Vera Viana, Reginaldo Faria, Suzana Rinaldi. 100’.
>>Filme em três episódios co-produzido pelo Brasil, Argentina e Chile.

dom 09
16h Cinema brasileiro – lado B Tanga - Deu no New York Times de Henfil. Brasil, 1987. Com Rubens Correia, Elke Maravilha, Cristina Pereira. 90’.
>>Único filme dirigido pelo cartunista Henfil, que morreu sem ver seu filme entrar em cartaz. Ditador de uma república fictícia no Caribe recebe todos os dias um exemplar do New York Times, onde toma conhecimento dos acontecimentos do mundo.

18h Cinema brasileiro – lado B Finis Hominis de José Mojica Marins. Brasil, 1970. Com José Mojica Marins, Rosângela Maldonado, Roque Rodrigues. 79’.
>>Homem surge do mar completamente nu e caminha pela cidade causando espanto. Suas realizações fazem que a população o tomem como um novo Cristo. Filme no qual Mojica Marins abandona seu personagem do Zé do Caixão.

qui 13
18h30 Sala escura – Sessão latina Brascuba de Santiago Álvarez e Orlando Senna. Cuba/Brasil, 1987. Cópia em DVD.
>>Documentário realizado em co-produção entre Cuba e Brasil.

sex 14
18h30 Cinema brasileiro – lado B O Monstro de Santa Tereza de William Cobbett. Brasil, 1978. Com Luiz Armando Queiroz, Isolda Cresta, Zezé Macedo. 90’.
>>Dois namorados, funcionários públicos, acreditam ser uma barão e uma condessa. Ele mora num pequeno quarto em Santa Tereza, e tudo muda com a chegada da mãe dele da Bahia. A matriarca, descobrindo as loucuras do filho, se suicida.

sab 15
16h Cinema brasileiro – lado B A Derrota de Mário Fiorani. Brasil, 1966. Com Luiz Linhares, Glauce Rocha, Oduvaldo Vianna Filho. 80’.
>>Homem é aprisionado em um casarão e sofre maus tratos, no intuito de conseguirem valiosas informações.

18h Cinema brasileiro – lado B Hitler Terceiro Mundo de José Agripino de Paula. Brasil, 1968. Com Jô Soares, José Ramalho, Eugênio Kusnet. 90’.
>>Um clássico do cinema marginal, jamais lançado comercialmente, realizado no auge da repressão militar.

dom 16
16h Cinema brasileiro – lado B Compasso de Espera de Antunes Filho. Brasil, 1969. Com Zózimo Bulbul, Renée de Vielmond, Elida Palmer. 98’.
>>Único filme dirigido por Antunes Filho. Negro tem um relacionamento afetivo com a dona de uma agência de publicidade onde trabalha. Um dia ele conhece e se apaixona por uma mulher mais jovem.

18h Cinema brasileiro – lado B Abrigo Nuclear de Roberto Pires. Brasil, 1981. Com Norma Bengell, Conceição Senna, Sasso Alano. 86’.
>>Num futuro, onde a terra está contaminada por radiação nuclear, as pessoas vivem em um abrigo nuclear subterrâneo, para preservar o gênero humano.

sex 21
18h30 Cinema brasileiro – lado B A Noiva da Cidade de Alex Viany. Brasil, 1979. Com Elke Maravilha, Grande Otelo, Léa Garcia. 130’.
>>Último longa metragem de Alex Viany, com argumento de Humberto Mauro. Atriz de fama internacional retorna à sua pequena cidade natal.

sab 22
16h Cinema brasileiro – lado B Crônica de Um Industrial de Luiz Rosemberg Filho. Brasil, 1978. Com Renato Coutinho, Ana Maria Miranda, Wilson Grey. 87’.
>>Um empresário bem sucedido, que fora militante de esquerda na juventude, vive em um país fictício. O filme recebeu uma menção honrosa no Festival de Bangalore, na Índia, em 1980.

18h Cinema brasileiro – lado B Egungun de Carlos Brajsblat. Brasil, 1982. Documentário. 99’.
>>A vida de uma comunidade negra estabelecida na Ilha de Itaparica há 200 anos.

dom 23
16h Cinema brasileiro – lado B A Nativa Solitária de Rômulo Person. Brasil, 1953. Com Luz del Fuego. Complemento Tabu, uma lenda amazônica de Eurides Ramos. Com Felícitas. Brasil, 1954.
>>Filme jamais lançado comercialmente, meio ficção, meio documental, sobre a vida cotidiana na ilha de nudismo criada por Luz del Fuego.

18h Cinema brasileiro – lado B América do Sexo de Luiz Rosemberg Filho, Rubem Maia e Flávio Moreira da Costa. Brasil, 1969. Com José Celso Martinez Correa e Nildo Parente.
>>Comédia em quatro episódios que alude à época em que foi realizada, o pior momento da ditadura militar, depois do AI-5.

qui 27
18h30 Tela Brasilis e Nictheroy Cine Clube O Vale de João Moreira Salles. Brasil, 2000. Santa Cruz de João Moreira Salles. Brasil, 2000.
>>Dois documentários em média metragem de João Moreira Salles, o primeiro é sobre o Vale do Paraíba e o segundo sobre o nascimento de uma igreja pentecostal.

sex 28
18h30 Cinema brasileiro – lado B O Segredo do Corcunda de Alberto Traversa. Brasil, 1925. Com João Cypriano, Inocência Collado, Francisco Madrigano. 60’. Sessão com acompanhamento de piano ao vivo por Cadu.
>>Dois empregados de uma fazenda, são despedidos. Um deles salva a vida da filha do patrão e eles são readmitidos.

sab 29
16h Cinema brasileiro – lado B Em Cada Coração um Punhal de Sebastião de Souza, José Rubens Siqueira e João Batista de Andrade. Brasil, 1970. Com Etty Frazer, John Herbert, Rodrigo Santiago, Joana Fomm. 90’.
>>Filme de episódios. Experimentação com os elementos da cultura popular, como a canção Coração materno de Vicente Celestino adaptada lieteralmente.

18h Cinema brasileiro – lado B A Herança de Ozualdo Candeias. Brasil, 1971. Com David Cardoso, Bárbara Fázio, Agnaldo Rayol. 90’. Complemento – Robinson de Paulo Halm. Brasil, 1981. Com José Serra e Cadu Pereira.
>>Filme baseado em Hamlet de Shakespeare, com David Cardoso no papel título. O complemento é uma adaptação livre do Robinson Crusoe, realizada originalmente em Super 8.

dom 30
16h Cinema brasileiro – lado B A Maldição de Sanpaku de José Joffily. Brasil, 1992. Com Patrícia Pillar, Felipe Camargo, Roberto Bomtempo. 90’.
>>O filme demorou dois anos para ser realizado, com orçamento exíguo, sendo a primeira produção cinematográfica depois do desastre Collor. Contrabandista faz a linha São Paulo – Miami, com a ajuda de uma aeromoça.

18h Cinema brasileiro – lado B Maldita Coincidência de Sérgio Bianchi. Brasil, 1981. Com Sérgio Mamberti, Rodrigo Santiago, Maria Alice Vergueiro.
>>Numa antiga casa em São Paulo, seus proprietários recebem uma intimação para retirar o lixo do local. Primeiro longa metragem de Sérgio Bianchi.

Esta programação conta com cópias da Cinemateca do MAM e da Cinemateca Brasileira.

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fevereiro 28, 2008

Julieta


Amor, Sublime Amor, 1961, de Robert Wise e Jerome Robbins.

Enter ROMEO

ROMEO

He jests at scars that never felt a wound.

JULIET appears above at a window

But, soft! what light through yonder window breaks?
It is the east, and Juliet is the sun.
Arise, fair sun, and kill the envious moon,
Who is already sick and pale with grief,
That thou her maid art far more fair than she:
Be not her maid, since she is envious;
Her vestal livery is but sick and green
And none but fools do wear it; cast it off.
It is my lady, O, it is my love!
O, that she knew she were!
She speaks yet she says nothing: what of that?
Her eye discourses; I will answer it.
I am too bold, 'tis not to me she speaks:
Two of the fairest stars in all the heaven,
Having some business, do entreat her eyes
To twinkle in their spheres till they return.
What if her eyes were there, they in her head?
The brightness of her cheek would shame those stars,
As daylight doth a lamp; her eyes in heaven
Would through the airy region stream so bright
That birds would sing and think it were not night.
See, how she leans her cheek upon her hand!
O, that I were a glove upon that hand,
That I might touch that cheek!

JULIET

Ay me!

ROMEO

She speaks:
O, speak again, bright angel! for thou art
As glorious to this night, being o'er my head
As is a winged messenger of heaven
Unto the white-upturned wondering eyes
Of mortals that fall back to gaze on him
When he bestrides the lazy-pacing clouds
And sails upon the bosom of the air.

JULIET

O Romeo, Romeo! wherefore art thou Romeo?
Deny thy father and refuse thy name;
Or, if thou wilt not, be but sworn my love,
And I'll no longer be a Capulet.

ROMEO

[Aside] Shall I hear more, or shall I speak at this?

JULIET

'Tis but thy name that is my enemy;
Thou art thyself, though not a Montague.
What's Montague? it is nor hand, nor foot,
Nor arm, nor face, nor any other part
Belonging to a man. O, be some other name!
What's in a name? that which we call a rose
By any other name would smell as sweet;
So Romeo would, were he not Romeo call'd,
Retain that dear perfection which he owes
Without that title. Romeo, doff thy name,
And for that name which is no part of thee
Take all myself.

ROMEO

I take thee at thy word:
Call me but love, and I'll be new baptized;
Henceforth I never will be Romeo.

JULIET

What man art thou that thus bescreen'd in night
So stumblest on my counsel?

ROMEO

By a name
I know not how to tell thee who I am:
My name, dear saint, is hateful to myself,
Because it is an enemy to thee;
Had I it written, I would tear the word.

JULIET

My ears have not yet drunk a hundred words
Of that tongue's utterance, yet I know the sound:
Art thou not Romeo and a Montague?

ROMEO

Neither, fair saint, if either thee dislike.

JULIET

How camest thou hither, tell me, and wherefore?
The orchard walls are high and hard to climb,
And the place death, considering who thou art,
If any of my kinsmen find thee here.

ROMEO

With love's light wings did I o'er-perch these walls;
For stony limits cannot hold love out,
And what love can do that dares love attempt;
Therefore thy kinsmen are no let to me.

JULIET

If they do see thee, they will murder thee.

ROMEO

Alack, there lies more peril in thine eye
Than twenty of their swords: look thou but sweet,
And I am proof against their enmity.

JULIET

I would not for the world they saw thee here.

ROMEO

I have night's cloak to hide me from their sight;
And but thou love me, let them find me here:
My life were better ended by their hate,
Than death prorogued, wanting of thy love.

JULIET

By whose direction found'st thou out this place?

ROMEO

By love, who first did prompt me to inquire;
He lent me counsel and I lent him eyes.
I am no pilot; yet, wert thou as far
As that vast shore wash'd with the farthest sea,
I would adventure for such merchandise.

JULIET

Thou know'st the mask of night is on my face,
Else would a maiden blush bepaint my cheek
For that which thou hast heard me speak to-night
Fain would I dwell on form, fain, fain deny
What I have spoke: but farewell compliment!
Dost thou love me? I know thou wilt say 'Ay,'
And I will take thy word: yet if thou swear'st,
Thou mayst prove false; at lovers' perjuries
Then say, Jove laughs. O gentle Romeo,
If thou dost love, pronounce it faithfully:
Or if thou think'st I am too quickly won,
I'll frown and be perverse an say thee nay,
So thou wilt woo; but else, not for the world.
In truth, fair Montague, I am too fond,
And therefore thou mayst think my 'havior light:
But trust me, gentleman, I'll prove more true
Than those that have more cunning to be strange.
I should have been more strange, I must confess,
But that thou overheard'st, ere I was ware,
My true love's passion: therefore pardon me,
And not impute this yielding to light love,
Which the dark night hath so discovered.

ROMEO

Lady, by yonder blessed moon I swear
That tips with silver all these fruit-tree tops--

JULIET

O, swear not by the moon, the inconstant moon,
That monthly changes in her circled orb,
Lest that thy love prove likewise variable.

ROMEO

What shall I swear by?

JULIET

Do not swear at all;
Or, if thou wilt, swear by thy gracious self,
Which is the god of my idolatry,
And I'll believe thee.

ROMEO

If my heart's dear love--

JULIET

Well, do not swear: although I joy in thee,
I have no joy of this contract to-night:
It is too rash, too unadvised, too sudden;
Too like the lightning, which doth cease to be
Ere one can say 'It lightens.' Sweet, good night!
This bud of love, by summer's ripening breath,
May prove a beauteous flower when next we meet.
Good night, good night! as sweet repose and rest
Come to thy heart as that within my breast!

ROMEO

O, wilt thou leave me so unsatisfied?

JULIET

What satisfaction canst thou have to-night?

ROMEO

The exchange of thy love's faithful vow for mine.

JULIET

I gave thee mine before thou didst request it:
And yet I would it were to give again.

ROMEO

Wouldst thou withdraw it? for what purpose, love?

JULIET

But to be frank, and give it thee again.
And yet I wish but for the thing I have:
My bounty is as boundless as the sea,
My love as deep; the more I give to thee,
The more I have, for both are infinite.

Nurse calls within

I hear some noise within; dear love, adieu!
Anon, good nurse! Sweet Montague, be true.
Stay but a little, I will come again.

Exit, above

ROMEO

O blessed, blessed night! I am afeard.
Being in night, all this is but a dream,
Too flattering-sweet to be substantial.

Re-enter JULIET, above

JULIET

Three words, dear Romeo, and good night indeed.
If that thy bent of love be honourable,
Thy purpose marriage, send me word to-morrow,
By one that I'll procure to come to thee,
Where and what time thou wilt perform the rite;
And all my fortunes at thy foot I'll lay
And follow thee my lord throughout the world.

Nurse

[Within] Madam!

JULIET

I come, anon.--But if thou mean'st not well,
I do beseech thee--

Nurse

[Within] Madam!

JULIET

By and by, I come:--
To cease thy suit, and leave me to my grief:
To-morrow will I send.

ROMEO

So thrive my soul--

JULIET

A thousand times good night!

Exit, above

ROMEO

A thousand times the worse, to want thy light.
Love goes toward love, as schoolboys from
their books,
But love from love, toward school with heavy looks.

Retiring

Re-enter JULIET, above

JULIET

Hist! Romeo, hist! O, for a falconer's voice,
To lure this tassel-gentle back again!
Bondage is hoarse, and may not speak aloud;
Else would I tear the cave where Echo lies,
And make her airy tongue more hoarse than mine,
With repetition of my Romeo's name.

ROMEO

It is my soul that calls upon my name:
How silver-sweet sound lovers' tongues by night,
Like softest music to attending ears!

JULIET

Romeo!

ROMEO

My dear?

JULIET

At what o'clock to-morrow
Shall I send to thee?

ROMEO

At the hour of nine.

JULIET

I will not fail: 'tis twenty years till then.
I have forgot why I did call thee back.

ROMEO

Let me stand here till thou remember it.

JULIET

I shall forget, to have thee still stand there,
Remembering how I love thy company.

ROMEO

And I'll still stay, to have thee still forget,
Forgetting any other home but this.

JULIET

'Tis almost morning; I would have thee gone:
And yet no further than a wanton's bird;
Who lets it hop a little from her hand,
Like a poor prisoner in his twisted gyves,
And with a silk thread plucks it back again,
So loving-jealous of his liberty.

ROMEO

I would I were thy bird.

JULIET

Sweet, so would I:
Yet I should kill thee with much cherishing.
Good night, good night! parting is such
sweet sorrow,
That I shall say good night till it be morrow.

Exit above

ROMEO

Sleep dwell upon thine eyes, peace in thy breast!
Would I were sleep and peace, so sweet to rest!
Hence will I to my ghostly father's cell,
His help to crave, and my dear hap to tell.

Exit

RomeoJuliet.jpg
Romeu e Julieta, de Marc Chagall.

Richard Beymer e Natalie Wood cantam Tonight, música de Leonard Berstein e letra de Stephen Sondhein em West Side Story.

O texto é Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Ato 2, Cena 2.

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fevereiro 27, 2008

Meu Espírito

punchdrunklove.jpg

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fevereiro 26, 2008

O Prazer


Bertolucci sobre O Prazer, de Max Ophüls.

Curioso extra do DVD de O Prazer. Bernardo Bertolucci comenta sobre sua reação ao assistir ao filme de Max Ophüls - na verdade, teve de vê-lo três vezes, já que ao término de cada episódio estava tão enlouquecido que não conseguia continuar.

A entrevista está em italiano, mas forçando um pouco os ouvidos, dá para entender.

Compreendo a reação de Bertolucci perfeitamente. Não assisti ao filme em etapas, como ele, mas invoquei todos os santos enquanto me maravilhava pela primeira vez. Depois, revi incontáveis vezes. O que fazer, por exemplo, diante da seqüência que apresenta a Maison Tellier? Ajoelhar e agradecer (mais tarde, coloco o texto em que Tag Gallagher explica porque a câmera jamais entra na pensão).


O Prazer, 1952, de Max Ophüls.

Le Plaisir, se não é "o" favorito, está entre os prediletos de Jean-Luc Godard, que vira e mexe o cita em seus filmes - do curta-metragem Charlotte et son Jules ao recente Elogio ao Amor. E Acossado provavelmente não existiria sem o episódio A Modelo.

Sempre recordo que Max Ophüls, ao lado de Jacques Demy, são os diretores do meu coração. A música de Maison Tellier, aliás e não por acaso, está na abertura de Lola, homenagem do aluno ao mestre:


Lola, 1961, de Jacques Demy.

Emocionante! Max Ophüls e Jacques Demy, os cineastas que amaram o amor.

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Campeão da Taça Guanabara


Flamengo 2 x 1 Botafogo. Vitória óbvia.

Assisti somente ontem aos lances da decisão de domingo. Não entendo o choro dos botafoguenses, eles foram claríssimos: as expulsões merecidas, e o pênalti bem marcado. O zagueiro da estrela solitária quase arrancou a roupa do Fábio Luciano, na que seria a primeira falta pornográfica do futebol brasileiro.

Mas essa nova vitória rubro-negra, que amplia nosso domínio no Rio de Janeiro, levanta uma questão preocupante: o Flamengo está simplesmente exterminando com os clássicos do futebol carioca! O Vasco nem sequer chega ao vice, portanto não pode mais ser considerado grande, e o Botafogo não ganha uma decisão contra nós há anos. Sobrou apenas o Fla-Flu! Muito mais pelo charme, é verdade, do que pela (falta de) qualidade do tricolor.

Minha família tem laços profundos com o Botafogo. Minha mãe, meu pai, meus avós paternos, minha avó materna, meus tios, todos torcem ou torciam (alguns morreram, infelizmente) para o alvi-negro. A única exceção era meu avô materno, rubro-negro doente que, segundo minha mãe, se parecia muito comigo.

A história dele é fascinante. Ele emigrou de Portugal ainda criança e, quando chegou no Brasil, foi levado a um Flamengo e Vasco. Claro que, com os amigos, ficou na torcida vascaína. Mas só no primeiro tempo: apaixonou-se pelo Flamengo, mudou de arquibancada e nunca mais deixou seu clube do coração.

Conta-se que ele ameaçava deserdar as filhas por serem botafoguenses... Bom, não o conheci, ele morreu 13 anos antes de eu nascer. Mas, esteja onde estiver, seu Antônio, sinta-se vingado pelo neto! Porque tenho a mesma paixão louca que o senhor.

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Clássico do Interiorrr

Sobre essa dúvida, Ruy Goiaba, que torce para o segundo pentacampeão brasileiro, pode me ajudar:

Seria Rio Preto X Rio Claro o clássico étnico do futebol paulista?

Ou é apenas preconceito meu?

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fevereiro 25, 2008

O Que Será?

Não sei se foi a vitória do Flamengo, o Oscar, ou a minha crise depressiva, mas a verdade é que as visitas ao blogue dobraram nos últimos dois dias.

Pularam de 192 no sábado para 410 no domingo. Hoje, já são 355, faltando uma hora para acabar o dia.

Acho que vou ter piripaques mais vezes. Tudo pela audiência!

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Oscar

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O Diabo Veste... 4 Oscars. Justíssimo, o melhor ganhou.

Continuo vivo, ressuscitei ou estou no além túmulo, psicografado pelo Machado de Assis. Vamos ao Oscar.

Figurinos: Elizabeth, A Era de Ouro

A Academia mostrou outra vez sua predileção por roupas grandes e afetadas. Quanto maior a saia (e se vier acompanhada de corpete, anáguas, etc), mais chances de Oscar. Sweeney Todd e Desejo e Reparação eram melhores.

Animação: Ratatouille

Barbada. Talvez seja a melhor animação da Pixar. Sem ter visto ainda Juno, suspeito que Ratatouille podia muito bem ter levado roteiro original.

Maquiagem: Piaf, Um Hino ao Amor

Transformaram a belezura Marion Cotillard na feiosa (com perdão ao talento da cantora, inquestionável) Edith Piaf. Oscar adora caracterizações de personageis reais. E os concorrentes não eram lá essas coisas.

Efeitos visuais: A Bússola de Ouro

Surpreendente e, por enquanto para mim, inexplicável. Os efeitos digitais de A Bússola de Ouro apenas simplificam aqueles vistos em O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia. Mundo de fantasia por mundo de fantasia, Piratas do Caribe: No Fim do Mundo era bem superior. E, embora também ache Transformers (como A Bússola de Ouro), um lixo, pelo menos havia aquela carnavalização de carros tresloucados.

Direção de arte: Sweeney Todd

Não se pode dizer que foi injusto. Afinal, a recriação dark e claustrofóbica da Londres vitoriana por Dante Ferreti (cracaço) dá alma a Sweeney Todd. No entanto, prefiro o trabalho de Jack Fisk em Sangue Negro. Será que Nestor Almendros permanecerá como o único colaborador de Terrence Malick a ganhar o Oscar?

Ator coadjuvante: Javier Bardem (Onde Os Fracos Não Têm Vez)

Inquestionável. É preciso enxergar as nuances da atuação de Bardem, que se transforma ao longo do filme, de onipotência primária a igualmente vítima das circustâncias e do estado de violência do mundo. Mas não custa lamentar a má sorte de Casey Affleck, cuja performance - de ator principal, não de coadjuvante - merecia o prêmio.

Curta-metragem: Les Mozart des Pickpockets

Não vi nenhum dos indicados. Mas pelo menos ganhou o curta com o título mais legal.

Curta-metragem de animação: Peter and the Wolf

Numa categoria em que o belíssimo Moya Lyubov, de Aleksandr Petrov, estava indicado, suspeito de injustiça! Curiosamente, Peter and the Wolf e Madame Tutli-Putli são os únicos a que não assisti. I Met the Walrus e Até os Pombos Merecem o Céu, que passaram no Anima Mundi em 2007, são bem fracos.

Atriz coadjuvante: Tilda Swinton

Ok, depois de errar quase todos os prêmios técnicos, finalmente acertei uma aposta! Era a categoria mais equilibrada e, tirando a garota, todas tinham chances. Claro que Cate Blanchett deveria ter levado - é a melhor atuação do ano, fácil -, mas ninguém viu I'm Not There. Tilda Swinton está ótima em Conduta de Risco, e era a única chance verdadeira de Oscar para Conduta de Risco, filme que os membros da Academia adoram.

Roteiro adaptado: Onde Os Fracos Não Têm Vez (Joel e Ethan Coen)

Joel e Ethan Coen ganharam todos os prêmios pré-Oscar pela adaptação do romance de Cormac McCarthy. Não havia concorrentes a altura - mesmo Paul Thomas Anderson, que não sabe muito bem como encaixar as duas metades tão diferentes de Sangue Negro.

Edição de som, Mixagem de som e Montagem: O Ultimato Bourne

Também ainda não vi O Ultimato Bourne. Filipe Furtado diz maravilhas dele, e acredito. Greengrass tem melhorado a cada filme. Quanto aos prêmios, era mesmo o favorito em montagem. Mixagem de som me surpreendeu, pensei que Onde Os Fracos Não Têm Vez levaria. E edição de som, para mim, era barbada que daria Transformers. O mais barulhento (quase) sempre vence. Michael Bay domina essa categoria há anos!

Atriz: Marion Cotillard (Piaf, Um Hino ao Amor)

E uma nova musa nasceu. Depois de Sofia Loren em 1961, com Duas Mulheres, Marion Cotillard é a segunda atriz em papel que não fala inglês a ganhar o Oscar. Ela é belíssima - como mostra sua presença no palco -, e um conjunto de fatores a ajudaram na vitória: transformação física para viver a personagem, cantar, interpretar uma feiosa, sofrer feito uma condenada ao longo do filme. A Academia adora!

Filme estrangeiro: The Counterfeiters (Áustria)

Bom, a Academia tinha Mikhalkov e Wajda para premiar. Bodrov tem lá sua importância no antigo cinema soviético, e Joseph Cédar ganhou direção em Berlim ano passado. E o Oscar foi para o mais improvável. Ok, é sobre o Holocausto...

Canção: Once (Falling Slowly)

Era, de longe, a melhor. E a compositora é uma graça.

Fotografia: Sangue Negro (Robert Elswit)

A categoria mais forte do Oscar. Três trabalhos brilhantes: O Escafandro e a Borboleta, Sangue Negro e Onde Os Fracos Não Têm Vez (O Assassinato de Jesse James possui belíssimos momentos, com outros de pura afetação). Pela contenção absurda dos movimentos de câmera - parece que não há nenhum fora do lugar -, pelo uso das sombras e do claro e escuro para criar o ambiente fantasmagórico e incerto por onde vagam os personagens, pelo scope que potencializa a vastidão do espaço e do horizonte, meu Oscar iria fácil para Roger Deakins e para Onde Os Fracos Não Têm Vez. Contudo, apesar da mais complexa, também era a mais sutil das fotografias - Sangue Negro, por carregar mais nas tintas, acabou levando.

Trilha sonora: Desejo e Reparação (Dario Marianelli)

Era o único Oscar que Desejo e Reparação podia levar. Das trilhas que disputavam o prêmio, talvez até fosse a melhor (não gosto da de O Caçador de Pipas, e não lembro da de Conduta de Risco). Agora, sejamos francos: a melhor do ano, disparada, era a de Sangue Negro, composta por Jonny Greenwood.

Documentário curta-metragem: Freeheld

Claro que não vi nenhum dos curtas que disputavam. Mas ganhou o da Guerra do Iraque, novidade!

Documentário: Taxi to the Dark Side

Já disse que quase assisti a Taxi to the Dark Side no Festival do Rio? Maldito porteiro que não me deixou entrar, vá para o quinto dos infernos!

Roteiro original: Juno (Diablo Cody)

Não havia como perder. Único Oscar que Juno levaria - a maior bilheteria dentre os indicados. E a história de vida da moça é sensacional. De ex-stripper a ganhadora do prêmio máximo do cinema. Será que Bruna Surfistinha segue o mesmo caminho? E teria Diablo Cody passado pelo teste do sofá?

Ator: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)

Ainda não vi Viggo Mortensen. Day-Lewis era favorito, e sua vantagem está na intensidade com que se entrega ao papel (embora seu Daniel Planview me pareça muito similar a Bill the Butcher, e os personagens são bem diferentes). Eu, particularmente, prefiro Tommy Lee Jones, brilhante em No Vale das Sombras (e em Onde Os Fracos Não Têm Vez também). Mas repito o que disse em ator coadjuvante: Casey Affleck deveria ter vencido o Oscar de ator principal.

Direção: Joel e Ethan Coen (Onde Os Fracos Não Têm Vez)

Às vezes se argumenta, quando temos diretores / roteiristas: "ele escreve melhor do que dirige". Bom, não é o caso de três dos indicados nessa categoria. Os irmãos Coen acertam praticamente tudo - posição de câmera, os pouquíssimos travellings, ritmo, luzes, interpretações dos atores, composição dos personagens - e mereceram o Oscar. Para mim, inquestionável. Paul Thomas Anderson se segura bem mais do que o habitual, esquece aqueles movimentos enlouquecidos que vão do nada ao lugar nenhum, constrói finalmente um personagem forte (embora, a meu ver, tenha relegado demais as histórias familiares paralelas). E Tony Gilroy, a melhor surpresa. Pouco se fala dele, mas a força de Conduta de Risco está em sua direção: ele aposta em um mecanismo de ocultamento / revelação através da passagem entre o primeiro plano e o plano de fundo, ora destacando um e borrando outro, e vice-versa. O ponto culminante, o excelente final, em que a câmera se afasta e descobrimos a verdade sobre Michael Clayton. Mas o ano era mesmo dos irmãos Coen.

Filme: Onde Os Fracos Não Têm Vez

Por tudo que disse anteriormente, é claro que fiquei satisfeito com o Oscar para Onde Os Fracos Não Têm Vez. De fato, o melhor dentro os indicados, numa safra particularmente boa. Apenas Desejo e Reparação destoou dos demais - podia ser substituído por Sweeney Todd ou O Escafandro e a Borboleta.

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Je T'aime


Les Enfants du Paradis, 1945, de Marcel Carné.

My lady walks her morning round,
My lady's page her fleet greyhound,
My lady's hair the fond winds stir,
And all the birds make songs for her.

Her thrushes sing in Rathburn bowers,
And Rathburn side is gay with flowers;
But ne'er like hers, in flower or bird,
Was beauty seen or music heard.

Oh, proud and calm!--she cannot know
Where'er she goes with her I go;
Oh, cold and fair!--she cannot guess
I kneel to share her hound's caress!

The hound and I are on her trail,
The wind and I uplift her veil;
As if the calm, cold moon she were,
And I the tide, I follow her.

As unrebuked as they, I share
The licence of the sun and air,
And in a common homage hide
My worship from her scorn and pride.

No lance have I, in joust or fight,
To splinter in my lady's sight;
But, at her feet, how blest were I
For any need of hers to die!

The Henchman, de John Greenleaf Whittier (e esse post, é bonito? é para você!).

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fevereiro 24, 2008

Sem Título

Bom, tomei todos os anti-depressivos da caixa. Se acertei na dosagem, não volto mais a escrever aqui.

Se errei... daqui a algum tempo estamos aí.

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Mozart


Concerto para Piano e Orquestra no.23, K.488, 1o. movimento.


Concerto para Piano e Orquestra no.23, K.488, 2o. movimento.


Concerto para Piano e Orquestra no.23, K.488, 3o. movimento.

Mozart é imoral. Há tanta beleza em sua música, embora a vida possua apenas miséria, sofrimento, dor, tristeza, desilusão e morte.

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fevereiro 23, 2008

:(

Minha mãe quer que vá ao psicólogo. Acho que ela está certa.

Mas ele não iria me ajudar. Não há cura para infelicidade, há?

Acho que já passei do limite suportável. Estou realmente cansado de tudo.

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fevereiro 22, 2008

Duas Variações Sobre Um Tema de Bresson

Tema: Jeanne em Pickpocket, de Robert Bresson.

1a. Variação: Jean em A Baía dos Anjos, de Jacques Demy.

2a. Variação: Joana em As Bodas de Deus, de João César Monteiro.

Ocorrem apenas no cinema, no entanto e infelizmente.

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Bolão para o Oscar

Acredito que os vencedores serão:

Filme: Onde Os Fracos Não Têm Vez
Direção: Joel e Ethan Coen (Onde Os Fracos Não Têm Vez)
Ator: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
Atriz: Julie Christie (Longe Dela)
Ator coadjuvante: Javier Bardem (Onde Os Fracos Não Têm Vez)
Atriz coadjuvante: Tilda Swinton (Conduta de Risco)
Roteiro original: Juno (Diablo Cody)
Roteiro adaptado: Onde Os Fracos Não Têm Vez (Joel e Ethan Coen)
Fotografia: Sangue Negro (Robert Elswit)
Montagem: O Ultimato Bourne (Christopher Rouse)
Direção de arte: Sangue Negro (Jack Fisk)
Figurinos: Sweeney Todd (Colleen Atwood)
Trilha sonora: Desejo e Reparação (Dario Marianelli)
Canção: Falling Slowly (Once)
Mixagem de som: Onde Os Fracos Não Têm Vez
Edição de som: Transformers
Efeitos visuais: Transformers
Maquiagem: Piaf, Um Hino ao Amor
Animação: Ratatouille
Documentário: No End in Sight
Filme estrangeiro: Katyn (Polônia)

Tento dormir, mas não consigo. Meus sentimentos me atormentam.

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Sem Laura, Sem Beatrice

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Dante Drinking the Waters of the Lethe, de Jean Delville.

Pace non trovo, e non ho da far guerra;
e temo, e spero; et ardo, e son un ghiaccio;
e volo sopra 'l cielo, e giaccio in terra;
e nulla stringo, e tutto 'l mondo abbraccio.

Tal m'ha in pregion, che non m'apre né serra,
né per suo mi ritèn né scioglie il laccio;
e non m'ancide Amore, e non mi sferra,
né mi vuol vivo né mi trae d'impaccio.

Veggio senza occhi, e non ho lingua, e grido;
e bramo di perir, e cheggio aita;
et ho in odio me stesso, et amo altrui.

Pascomi di dolor, piangendo rido;
egualmente mi spiace morte e vita:
in questo stato son, donna, per vui.

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Dante e Beatrice, de John William Waterhouse.

Não tenho paz nem posso fazer guerra;
Temo e espero e do ardor ao gelo passo
E vôo para o céu e desço à terra;
E nada aperto e todo o mundo abraço.

Prisão que nem se fecha ou se descerra,
Nem me retém nem solta o duro laço,
Entre livre e submissa esta alma erra,
Nem é morto nem vivo o corpo lasso.

Vejo sem olhos, grito sem ter voz;
E sonho perecer e ajuda imploro;
A mim odeio e a outrem amo após.

Sustento-me de dor e rindo choro;
A morte como a vida enfim deploro
E neste estado sou, Dama, por Vós.

Poema de Francesco Petrarca, em O Cancioneiro (Em Vida de Laura). Tradução de Jamir Almansur Haddad.

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fevereiro 20, 2008

Eu, Pierre Rivière

moipierreriviere.jpg
O filme de René Allio.

Ano passado, o Festival do Rio exibiu De Volta à Normandia, de Nicolas Philibert.

O cineasta volta à região para reencontrar habitantes e atores que estiveram nas filmagens de Eu, Pierre Rivière, Havendo Degolado Minha Mãe, Minha Irmã e Meu Irmão, que René Allio realizou em 1976. Entre os participantes, o pai de Nicolas Philibert, cuja cena - deletada no original - serve como fecho ao documentário.

René Allio se baseou na coletânea de documentos que Michel Foucault e sua equipe reuníram sobre o caso Rivière. Em 3 de junho de 1835, na pequena vila de Aunay, o camponês Pierre Rivière, de 20 anos de idade, assassinou, a sangue-frio e com premeditação, a mãe, a irmã e o irmão. Quando preso, um mês depois, inicialmente alegou que Deus lhe ordenara os crimes, mas logo em seguida alterou seu depoimento: quisera, de fato, libertar o pai dos tormentos que a mulher e a filha lhe infligiam. Na prisão, Rivière escreveu memórias detalhadas e de alto valor artístico - embora tivesse o mínimo de instrução -, sobre as constantes desavenças entre os pais, os motivos que o levaram ao crime e seu estado de espírito enquanto vagava pelos bosques, antes da captura.

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O manuscrito de Pierre Rivière.

Seguiram-se debates acalorados, nos tribunais e na imprensa: seria Pierre Rivière louco, ou ele tinha total consciência de seus atos? Condenado à morte, sua pena foi comutada pelo rei para prisão perpétua, graças sobretudo aos médicos de Paris, que lhe diagnosticaram debilidade mental.

O julgamento de Pierre Rivière representou a primeira vez em que a ciência médica e a Lei se cruzaram. Mais ainda: de um lado, havia a sociedade que, para aceitar a monstruosidade do crime, quis explicá-lo através da loucura, da alienação mental e da imbecilidade do assassino. De outro, Pierre Riviére, cujas memórias fogem completamente das explicações racionais em voga.

A falta de motivos aceitáveis se revelou mais chocante que a carnificina em si.

Para quem quiser baixar, em espanhol, Eu, Pierre Rivière, Havendo Degolado Minha Mãe, Minha Irmã e Meu Irmão - Um Caso de Parricídio do Século XIX Apresentado por Michel Foucault, só clicar no link. São 226 páginas.

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Costume Guild Awards

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Colleen Atwood de novo. Maior figurinista do cinema atual?

Filme de época: Sweeney Todd (Colleen Atwood)
Filme de fantasia: A Bússola de Ouro (Ruth Myers)
Filme contemporâneo: Escorregando para a Glória (Julie Weiss)

Como apenas Sweeney Todd foi indicado ao Oscar, torna-se favorito ao prêmio. Não lembro, confesso, quantas estatuetas Colleen Atwood já levou. Nos últimos anos, ou ela ou Sandy Powell ganham, praticamente.

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fevereiro 18, 2008

Sorte de Hoje no Orkut

"Seu destino mudou completamente hoje".

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La Chambre, de Marc Chagall.

Não, continua tudo na mesma...

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ACE Awards

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Milagre, os Coen perderam!

Os vencedores do Eddie, simpático nome que recebe o prêmio do sindicato dos montadores:

Filme drama: O Ultimato Bourne (Christopher Rouse)
Filme comédia / musical: Sweeney Todd (Chris Lebenzon)
Documentário: S.O.S Saúde (Geoffrey Richman, Chris Seward e Dan Swietlik)

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CAS Awards

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Um "clean sweep" no Oscar? Anton mira nas estatuetas...

Onde Os Fracos Não Têm Vez ganhou o prêmio do sindicato para melhor mixagem de som. Justíssimo.

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ADG Awards

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Sangue Negro aproveitou que Onde Os Fracos Não Têm Vez estava na outra categoria...

Os premiados do Art Directors Guild (as melhores direções de arte):

Filme de época: Sangue Negro (Jack Fisk)
Filme de fantasia: A Bússola de Ouro (Dennis Gassner)
Filme contemporâneo: Onde Os Fracos Não Têm Vez (Jess Gonchor)

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fevereiro 16, 2008

José Padilha e Flamengo

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Primeiro pentacampeão brasileiro e Urso de Ouro em Berlim.

José Padilha é rubro-negro, e pretende realizar documentário sobre a torcida do Flamengo.

O Urso de Ouro poderia ser exposto em nossa sala de troféus!

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Ganhadores da Berlinale

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José Padilha e seu mimo em Berlim.

Urso de Ouro: Tropa de Elite, de José Padilha
Grande Prêmio do Júri: Standard Operating Procedure, de Errol Morris
Direção: Paul Thomas Anderson (por Sangue Negro)
Ator: Reza Najie (por Avaze Gonjeshk-ha, de Majid Majidi)
Atriz: Sally Hawkins (por Happy-Go-Lucky, de Mike Leigh)
Contribuição Artística - Música: Jonny Greenwood (por Sangue Negro)
Roteiro: Wang Xiaoshuai (por Zuo You)
Prêmio Alfred Bauer: Lake Tahoe, de Fernando Eimbcke

Confiram também o site oficial do Festival de Berlim.

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Tropa de Elite

Tropa de Elite acaba de ganhar o Urso de Ouro no Festival de Berlim.

Prêmio corajoso do júri, liderado por Costa-Gavras, uma vez que o filme de José Padilha, lá como cá, gerou reações negativas - e estapafúrdias, diga-se - na imprensa, na crítica e mesmo no público.

De noite, ponho a lista completa dos vencedores e, espero, comentário sobre Tropa de Elite.

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fevereiro 14, 2008

Joey... Do You Like Movies About Gladiators?


Capitão Oveur em Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu!

No caminho para o CCBB, em plena Avenida Presidente Vargas, cruzei com um grupo animado de Hare Krishnas.

Não tenho como provar, já que não estava com a câmera digital que ainda não comprei. Mas juro que é verdade.

Ao vê-los cantando, lembrei-me de Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu! (Airplane, 1980, de Jim Abrahams e dos irmãos Zucker). Infelizmente, não encontrei no Youtube as seqüências em que eles aparecem - sobretudo no início do filme, quando distribuem folhetos aos passageiros.

No entanto, para não deixar o post sem vídeo algum, fiquem com a visita de Joey à cabine de comando, na qual escuta as insólitas perguntas de Peter Graves.

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Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal


Indiana era o nome do cachorro...

Primeiro trailer de Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal. Aos 65 anos, Harrison Ford continua bem com chapéu e chicote em punho.

Gosto dos três primeiros Indiana Jones, sobretudo A Última Cruzada. Spielberg costuma acertar ems seus filmes "não sérios".

E ando em paz com o diretor: Catch Me If You Can, A Guerra dos Mundos, Munique e (a hora e meia inicial de) Minority Report são, no mínimo, interessantes.

PS: François Truffaut aceitou o papel em Contatos Imediatos do Terceiro Grau porque adorava o trabalho de Steven Spielberg.

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Amanhã

Sexta-feira é o dia da verdade: Sangue Negro estréia no Brasil.

Melhor ou pior que Onde Os Fracos Não Têm Vez?

Tarefa inglória superar o filme dos irmãos Coen.

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São Valentim

Talvez não saibam, mas hoje é dia de São Valentim nos EUA.

Ou seja, o dia dos namorados deles - o nosso, só em junho.

Daqui a pouco, irei assistir a Os Guarda-Chuvas do Amor no CCBB.

Combina com a data, não?

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fevereiro 13, 2008

Elogio

Ao assistir a Onde Os Fracos Não Têm Vez, lembrei-me dos faroestes de Anthony Mann com James Stewart - Winchester 73, E o Sangue Semeou a Terra e O Preço de Um Homem, por exemplo..

E dos westerns tardios de John Ford.

Não por acaso, aliás, os irmãos Coen citam uma frase dita por John Wayne em Rastros de Ódio: "That'll be the day".

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Começa Hoje!

Hoje se inicia mais uma jornada épica do Flamengo, que estréia na Libertadoras da América contra o Coronel Bolognesi, do Peru.

Como toda epopéia, o melhor time do mundo precisa vencer não apenas seu adversário, como também as condições desfavoráveis do ambiente.

Jogaremos em pleno deserto de Atacama, lugar mais seco da Terra! Já enfrentamos o mesmo desafio antes, frente ao Cobreloa, em 1981. O resultado não será diferente! Depois, que venha a altitude de Cuzco, não importa!

A Libertadores é a competição de fato e de direito para o Flamengo, já que, como maior clube brasileiro, é o único com verdadeira projeção internacional. Seu time possui hino traduzido para o inglês? Não? Flamengo sim:

É dois a zero Flamengo, gols de Souza e de Juan! Grandes palavras deste oráculo contemporâneo.

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Respostas Quiz do Oscar

1. Oscar de 1979 (entregue em 1980);

2. Apocalypse Now (de Francis Ford Coppola), All That Jazz (de Bob Fosse) e O Tambor (de Volker Schlondorff);

3. Apocalypse Now (fotografia e som); All That Jazz (montagem, direção de arte, figurinos e trilha sonora adaptada) e O Tambor (filme estrangeiro);

4. Porque, quando da entrega do Oscar de 1979 (em 14 de abril de 1980), All That Jazz ainda não havia ganhado Cannes (em maio de 1980, junto a Kagemusha). Apocalypse Now e O Tambor dividiram a Palma de Ouro de 1979. Kagemusha, por sua vez, também foi indicado ao Oscar, mas no ano seguinte, em 1980;

5. Francis Ford Coppola. No Oscar de 1974, ele recebeu cinco indicações (filme, direção e roteiro adaptado por O Poderoso Chefão - Parte 2, e filme e roteiro adaptado por A Conversação), levando três (todos pelo Poderoso Chefão - Parte 2). Ele quase igualou o recorde de Walt Disney, que em 1953 teve seis indicações ao Oscar, ganhando quatro.

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fevereiro 12, 2008

Quiz do Oscar (Parte 1?)

Com base apenas em seus conhecimentos, responda:

1. Em que ano três ganhadores da Palma de Ouro em Cannes foram indicados ao Oscar;

2. Quais são esses filmes;

3. Que Oscars eles venceram;

4. Por que a primeira pergunta do Quiz não está inteiramente correta;

5. Que diretor, dentre os filmes citados, quase igualou dois recordes no Oscar? Quais recordes e a quem ambos pertence?

Soluções amanhã.

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Luto - Roy Scheider (1932 - 2008)


O brilhante final de All That Jazz, 1979, de Bob Fosse.

Roy Scheider faleceu ontem, aos 75 (nasceu em 10 de novembro), de causas não reveladas.

Iniciou a carreira ainda na década de 50, na televisão. Atuou, embora sem crédito, em Star! e em Paper Lion, no final dos anos 60.

Destaque mesmo veio em 1971, com dois papéis de coadjuvante: em Klute, ao lado de Jane Fonda e Donald Sutherland, e em Operação França, pelo qual foi indicado ao Oscar. Também esteve em A Maratona da Morte, The Last Embrace, 2010 - O Ano em que Faremos Contato, A Casa de Rússia e The Naked Lunch.

Em 1975, alcançou a fama com o sucesso estrondoso de Tubarão, de Steven Spielberg, primeiro filme a ultrapassar US$ 100 milhões nas bilheterias americanas - graças ao personagem que, pai de família, homem comum e profissional ciente de suas atribuições, transforma-se em herói pela força das circustâncias (salvar os banhistas da prefeitura e dos comerciantes gananciosos).

No entanto, melhor papel e melhor interpretação vieram, sem dúvida alguma, com All That Jazz, de Bob Fosse. Encarnando o alter-ego do cineasta - coreógrafo workaholic, viciado em remédios, cigarros, bebidas e mulheres, que caminha para os braços do lindo anjo da morte vivido por Jessica Lange -, Roy Scheider teve a segunda indicação ao Oscar.

Recentemente, centrava-se mais na televisão e no ativismo político que no cinema. Mas, para quem cresceu assistindo a seus filmes, ele fará falta.

PS: Após My Fair Lady, All That Jazz é possivelmente meu musical americano favorito.

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fevereiro 11, 2008

A Última Brasileira Virgem

Ângela Bismarchi, a... coisa das mil e uma plásticas, fará operação para ser virgem novamente.

Como o blogue ainda mantém certos padrões de decoro e de bom gosto, não colocarei imagens que possam assustar os visitantes (ou seja, qualquer foto em que ela apareça).

Algo me diz que, mais cedo ou mais tarde, a Brasileirinhas a contratará para seus filmes pornôs. Já até sugiro o título: "Bismarchi, Um Hímen ao Amor".

Outra opção seria "Afundem na Bismarchi".

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New Kids on the Block


Paranoid Park, 2007, de Gus Van Sant.

Na verdade, eu queria a seqüência em que Alex rompe com Jennifer ao som de "La Gradisca i El Principe", de Amarcord. Apenas trilha sonora e imagem, sem a fala dos atores, que entra no final. Não lembro de filme recente que use música e câmera lenta de forma tão sublime.

Infelizmente para mim, ainda não consegui baixá-lo. Nenhuma cópia que preste!

Pesquisando a respeito de Paranoid Park, descobri no youtube entrevista que os quatro protagonistas deram em Cannes. Sabia que eram jovens, mas não tanto. Durante a filmagem, Gabe Nevins (Alex) tinha 15 anos, Jake Miller (Jared) 16, Lauren McKinney (Macy) 14 e, informação mais chocante, Taylor Momsen (Jennifer) somente 13!

Aliás, passando os canais da TV, vejo que Taylor Momsen está em Gossip Girl, na Warner. Comparando o episódio da série ao filme, percebe-se a excelência de Gus Van Sant na direção de atores.


O quarteto fantástico de Paranoid Park em Cannes.

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BAFTA

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Com 14 indicações, Desejo e Reparação ganha melhor filme e direção de arte.

Os vencedores do BAFTA (British Academy Film Awards):

Melhor filme: Desejo e Reparação
Melhor direção: Joel e Ethan Coen (Onde Os Fracos Não Têm Vez)
Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
Melhor atriz: Marion Cotillard (Piaf, Um Hino ao Amor)
Melhor ator coadjuvante: Javier Bardem (Onde Os Fracos Não Têm Vez)
Melhor atriz coadjuvante: Tilda Swinton (Conduta de Risco)
Melhor roteiro original: Diablo Cody (Juno)
Melhor roteiro adaptado: Ronald Harwood (O Escafandro e a Borboleta)
Melhor fotografia: Roger Deakins (Onde Os Fracos Não Têm Vez)
Melhor montagem: O Ultimato Bourne
Melhor direção de arte: Desejo e Reparação
Melhor figurino: Piaf, Um Hino ao Amor
Melhor música: Piaf, Um Hino ao Amor
Melhor maquiagem: Piaf, Um Hino ao Amor
Melhor som: O Ultimato Bourne
Melhor efeitos visuais: A Bússola de Ouro
Melhor filme britânico: This Is England
Melhor filme estrangeiro: A Vida dos Outros
Melhor animação: Ratatouille
Melhor curta de animação: The Pearce Sisters
Melhor curta-metragem: Dog Altogether
Pêmio especial para diretor, escritor ou produtor britânico em seu primeiro filme: Matt Greenhalgh (Control)
Prêmio de astro em ascenção: Shia LaBeouf (Transformers)

A vitória de Desejo e Reparação no BAFTA é compreensível. No mais, Onde Os Fracos Não Têm Vez demonstra novamente sua força, enquanto Marion Cotillard surpreende e derrota Julie Christie em sua própria casa. Sei não, mas acho que a francesinha pode levar o Oscar...

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