setembro 30, 2007

Lady Chatterley

Será o melhor filme do Festival do Rio.

E, quando estreiar no circuito (porque irá, felizmente), o melhor do ano também.

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Um Pouco de Paz

Concerto para Clarinete e Orquestra em Dó Maior, K.622 - 2o. Movimento, Adágio, de Wolfgang Amadeus Mozart.

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setembro 29, 2007

Piaf - Um Hino ao Amor, 2007, de Olivier Dahan - 2.gif

http://www.revistamoviola.com/2007/09/29/piaf-um-hino-ao-amor/

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A Cortina de Açúcar, 2006, de Camila Guzmán Urzúa - 4.gif

http://www.revistamoviola.com/2007/09/27/a-cortina-de-acucar-de-camila-guzmam-urzua/

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Mundo Livre, 2007, de Ken Loach - 0.gif

http://www.revistamoviola.com/2007/09/28/mundo-livre-de-ken-loach/

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setembro 27, 2007

No Ar

A Revista Moviola está no ar: www.revistamoviola.com

Ainda faltam algumas matérias, estamos ajeitando tudo.

Leiam, leiam! Sem bem-vindos!

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setembro 24, 2007

Que Domingo!

O Festival começou péssimo neste domingo, já que resolvi ver Elvis Pelvis. Deveria respeitar mais minha política de não assistir a filmes com títulos ruins, já que se não acertaram em apenas uma frase, imaginem em 96 minutos...

Mas eis que houve a redenção. Dupla: Síndromes e Um Século e A Moça Dividida em Dois.

Como as obras anteriores do Apichatpong Weerasethakul, não entendi boa parte de Síndromes e Um Século. Mas que diabos, precisa?

Já A Moça Dividida em Dois é o melhor Chabrol de muito tempo (e ele não fez nada menos que ótimo no período, vejam bem). Mordaz, irônico, safado... diálogos divertidíssimos, mise-en-scéne surpreendente, e o brilhante Benoit Magimel.

PS: se ainda houver sessões, recomendo fortemente Silenciosa Luz, de Carlos Reygadas. Ou será de Carl Dreyer? Começo a acreditar em reencarnação...

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setembro 21, 2007

Lembranças de Porto Alegre 3

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Que se repita, em qualquer lugar...

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...com os mesmos protagonistas das outras duas vezes...

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...ou que o tempo corra para trás e me faça feliz como eu era.

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setembro 20, 2007

Aliás

Parabéns à organização do Festival, que pôs os clássicos chineses no Palácio 1 e na Caixa Cultural.

Cinemas que não têm a janela 1.37. Muitas cabeças cortadas rolarão pela tela!

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Festival do Rio - Domingo, 24

12h - Hallam Foe
14h30 - Síndromes e Um Século
16h45 - Uma Moça Dividida em Dois
19h - O Nó
21h30 - Blood Brothers

Blood Brothers se sobrar fôlego.

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Festival do Rio - Minha Programação para o Sábado, 23

12h - Silenciosa Luz
15h45 - De Volta à Normandia
18h15 - Anjos da Rua
21h15 - O Parque

Pensei em assitir à Goodbye Bafana, no mesmo horário de O Parque. Mas 117 minutos de Billie August são dureza...

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Festival do Rio - Minha Programação desta Sexta, 22

Estou fazendo a programação aos poucos, até porque, acredito, não vá haver muito choque de horários. Amanhã vejo o seguinte, se não acontecer nada de errado:

12h - O Sol
16h - A Prova da Morte
19h - Luxury Car
21h15 - O Expresso Darjeeling

Entre O Sol e A Prova da Morte, passo em Copacabana para pegar a credencial de imprensa.

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Ainda Pode Chover, No Entanto...

Quando parece que nada pode ficar pior, eis que surge People - Histórias de Nova York!

A idéia básica do cineasta Danny Leiner é a seguinte: como os atentados de 11 de setembro transformaram todos os habitantes de Nova Yok em cretinos.

Aconselho fugir durante o Festival, depois também, quando o filme estreiar - está com legendas em português.

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setembro 18, 2007

Por Que Ir às Cabines?

Por que sempre vou às cabines do Festival, mesmo em obras desconhecidas? Por que sempre fico até o fim, mesmo quando o que vejo é horrível?

Porque é o meu trabalho. Eu escolhi. Não sou médico, advogado, dentista, contador. Vivo de cinema, e o amo. Para mim, os piores filmes ainda são infinitamente melhores que ficar trancado em algum escritório.

Sem contar os momentos extraordinários que ocorrem, de quando em vez. Sempre Bela, por exemplo: Manoel de Oliveira mais jovem do que nunca. Lembrei de Fassbinder comentando O Diabo Provavelmente, que Bresson dirigiu aos 76 anos - embora feito por um velho, nada de filme de velho, nem de filme velho.

Ou a grande surpresa do Festival, por enquanto: o documentário personalíssimo e sentimental A Cortina de Açúcar, de Camila Guzmán Urzúa, que retorna a Cuba para descobrir o que aconteceu com seus antigos colegas de "pioneiros da revolução". 30 anos de regime socialista passados a limpo, da empolgação inicial ao sonho destruído, da subserviência aos soviéticos à posterior crise econômica dos anos 90.

Filme de exílio, não apenas pela distância física da pátria, mas sobretudo pelo descompasso entre o passado e o presente.

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setembro 17, 2007

Waiting

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Permanecerá fechado...

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... até que ela volte.


Churrascaria Schneider, em São Leopoldo...

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setembro 16, 2007

Dia Triste

Minha mãe passou mal e está no pronto-socorro. Estou na espera por notícias.

Que esteja tudo bem. Não faria nada sem ela.

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setembro 15, 2007

Cotações do Festival

Na parte branca aí ao lado, ponho as cotações dos filmes vistos durante o Festival. Estréio com o horrendo Shortbus, de John Cameron Mitchell, e o ótimo Papel Não Embrulha Brasas, de Rithy Panh (que assisti no É Tudo Verdade).

Escrevo sobre Shortbus para a Moviola. E é provável que faça a crítica de Papel Não Embrulha Brasas também, mas antes quero revê-lo.

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setembro 14, 2007

A Estrela


Os Guarda-Chuvas do Amor, 1964, de Jacques Demy.

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do dia.

Texto: A Estrela, de Manuel Bandeira.

A estrela que tanto adoro resolveu se apagar. Calou-se. Não responde mais aos meus apelos. Mas continuo com a esperança de que volte a brilhar para mim, de que me guie e me aqueça, de que me ilumine. Meus olhos nada enxergam, no universo, além dela.

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A Favela e o Festival

Neste exato momento, eu deveria estar no Odeon, pois daqui a menos de 30 minutos começa a cabine de A Maldição da Flor Dourada, de Zhang Yimou.

Porém, tinha uma favela no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma favela. Vila Ideal, na saída de Duque de Caxias, fronteira com o Rio de Janeiro - bem próxima a Vigário Geral, que também faz divisa com a do Lixão. Nelas, guerra entre traficantes deixou três mortos. E a cidade parou.

Vejam bem, apesar das piadas sobre Duque de Caxias, estamos falando do sexto maior PIB do Brasil, da cidade que mais exportou em 2006, onde moram 800.000 habitantes. E ela simplesmente parou.

Parou porque Vigário Geral avançou sobre o Lixão e a Vila Ideal, porque traficantes fizeram arrastões nas ruas, porque houve tiroteio com a polícia e entre gangues rivais, porque o comércio fechou as portas e os moradores voltaram para suas casas, assustados. Inclusive eu.

Porque no meio do caminho tinha uma favela. Ou duas. Ou três.

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Lembranças de Porto Alegre 2

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PR em POA.

É a única imagem, o único registro da minha passagem em Porto Alegre. Ao fundo, à direita, a Catedral Metropolitana.

Não há problema com a foto, ela está clara porque a escaneei. Não tenho câmera digital, uso uma antiga e confiável Minolta SRT, lente 50mm. De modo que, no papel, está linda, perfeita.

Com exceção, claro, do modelo, pois sou feio, antipático e desajeitado. Mas o fotógrafo, que estreava com câmeras manuais, não tinha culpa - na parte que lhe cabia, saiu-se muito bem.

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Deite Comigo, 2005, de Clement Virgo - 0.gif

Assisti a Deite Comigo no Festival do Rio de 2006, sem maiores compromissos, já que era o único filme livre na hora. Como 99% dos tiros no escuro, revelou-se uma bela porcaria. Mas eis que ele estréia hoje, no Unibanco Arteplex! Nossos exibidores são definitivamente mais criativos que os outros.

Filme pseudoliberal e ousado, Deite Comigo apenas reforça a história do príncipe encantado e das almas gêmeas, mas sem a coragem de assumir o romantismo inerente ao enredo. Leila e Carlos, embora sexualmente hiperativos e, para os padrões da sociedade, “promíscuos”, são seres frágeis, sensíveis e inseguros, em busca de companhia e do grande amor. De clichê em clichê, de planos de extremo mau gosto a outros – todos os de felação, masturbação ou em que o casal troca olhares –, de frases estúpidas a pérolas ainda piores (“pensei que o amor dos homens estivesse no pau”, por exemplo), Deite Comigo evolui para o previsível final feliz, depois de desencontros, enganos e sofrimentos. Paralelo às agruras sentimentais de Leila, Clement Virgo apresenta a separação de seus pais, completando assim o retrato psicológico canhestro de uma jovem perdida que deseja o retorno à segurança do lar e da família.

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setembro 13, 2007

Carta Aberta aos Senadores - Vossas Excrecências Mataram o Senado da República

A luz divina que a senadora Ideli Salvatti invocou, infelizmente, não apareceu, talvez porque a sessão fosse secreta e, com as portas do senado trancadas, luz alguma pudesse entrar.

Protegidos pelo segredo, afastados da opinião pública (não venham culpar a imprensa, e depois ou antes repudiar Chavez por cassar a concessão da RCTV, quanta hipocricia), nesse clima de camaradagem, compadrio, canalhice, vergonha, safadeza, conluio, bandidagem, Vossas Excrecências perdoam o senador Renan Calheiros de todas as acusações de quebra de decoro e de ética parlamentar. Notas frias, boi voador, usar a presidência do senado para se defender e ameaçar seus pares, omitir renda da receita federal, receber dinheiro de lobista e favorecer a Mendes Júnior - não apenas representam absoluta falta de ética, como também são crimes.

A menos que vossas excrecências considerem que há ética no crime, e que os criminosos possuam doses cavalares de decoro. Os traficantes aqui do RJ devem tê-los igualmente, seguindo a mesma lógica.

Não vou mais declarar meus rendimentos à receita. Qualquer coisa, peço ao senador Dornelles para me defender.

Bom, desde ontem o senado não existe mais. Acredito que vossas excrecências saibam disso. Ou não, dada à cara-de-pau inacreditável que demonstram. Desde que os 40 ladrões votaram a favor do Ali Babá, e os 6 covardes se abstiveram - pensei que eram apenas 3 macaquinhos que não viam, não ouviam e não falavam, mas agora descobri que são 6! miquinhos adestrados, adestradinhos, e cheios de pulgas também, infestados, contaminados pela falta de consciência e de vontade própria -, o senado da república fechou as portas.

Vossas excrecências não decidem mais nada. Se auto-relegaram a um clube-privê de luxo, pago com o dinheiro público, que passa alguns dias da semana falando um pouquinho na tribuna, dando entrevistas insípidas para a imprensa que adoram atacar mas com a qual não vivem sem, jogando gamão, bocha, ora e vez um carteado...

Se bem que o carteado sempre termina empatado, já que todos os senadores têm 4 ases na mão. Como? Pelo mesmo motivo que inocentaram Renan, ora!

É um clubê-privê, enfim, com muita sacanagem. Contra nós, eleitores, cidadãos, contribuintes, trabalhadores!

Enviei a mensagem acima para nossos excelentíssimos senadores. Para os que quiserem expessar sua revolta com os representantes das unidades da federação, os e-mails são os seguintes:

geraldo.mesquita@senador.gov.br, siba@senador.gov.br, tiao.viana@senador.gov.br, fernando.collor@senador.gov.br, jtenorio@senador.gov.br, renan.calheiros@senador.gov.br, gilvamborges@senador.gov.br, sarney@senador.gov.br, papaleo@senador.gov.br, arthur.virgilio@senador.gov.br, jefperes@senador.gov.br, joaopedro@senador.gov.br, acmjr@senado.gov.br, cesarborges@senador.gov.br, joaodurval@senador.gov.br, inacioarruda@senador.gov.br, patricia@senadora.gov.br, tasso.jereissati@senador.gov.br, adelmir.santana@senador.gov.br, cristovam@senador.gov.br, gecamata@senador.gov.br, magnomalta@senador.gov.br, renatoc@senador.gov.br, lucia.vania@senadora.gov.br, demostenes.torres@senador.gov.br, marconi.perillo@senador.gov.br, edison.lobao@senador.gov.br, ecafeteira@senador.gov.br, roseana.sarney@senadora.gov.br, valterpereira@senador.gov.br, jayme.campos@senador.gov.br, serys@senadora.gov.br, marisa.serrano@senadora.gov.br, delcidio.amaral@senador.gov.br, eduardo.azeredo@senador.gov.br, eliseuresende@senador.gov.br, wellington.salgado@senador.gov.br, flexaribeiro@senador.gov.br, josenery@senador.gov.br, mario.couto@senador.gov.br, cicero.lucena@senador.gov.br, efraim.morais@senador.gov.br, jose.maranhao@senador.gov.br, alvarodias@senador.gov.br, flavioarns@senador.gov.br, osmardias@senador.gov.br, jarbas.vasconcelos@senador.gov.br, marco.maciel@senador.gov.br, sergio.guerra@senador.gov.br, heraclito.fortes@senador.gov.br, j.v.claudino@senador.gov.br, maosanta@senador.gov.br, crivella@senador.gov.br, francisco.dornelles@senador.gov.br, paulo.duque@senador.gov.br, garibaldi.alves@senador.gov.br, jose.agripino@senador.gov.br, rosalba.ciarlini@senadora.gov.br, paulopaim@senador.gov.br, simon@senador.gov.br, sergio.zambiasi@senador.gov.br, expedito.junior@senador.gov.br, fatima.cleide@senadora.gov.br, valdir.raupp@senador.gov.br, augusto.botelho@senador.gov.br, mozarildo@senador.gov.br, romero.juca@senador.gov.br, ideli.salvatti@senadora.gov.br, neutodeconto@senador.gov.br, raimundocolombo@senador.gov.br, mercadante@senador.gov.br, eduardo.suplicy@senador.gov.br, romeu.tuma@senador.gov.br, almeida.lima@senador.gov.br, antval@senador.gov.br, maria.carmo@senadora.gov.br, joaoribeiro@senador.gov.br, katia.abreu@senadora.gov.br, leomar@senador.gov.br

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setembro 12, 2007

Lembranças de Porto Alegre 1

Tirei o último dia da minha passagem em Porto Alegre para bater fotos dos locais que me foram verdadeiramente importantes. Começo com a Sala Norberto Lubisco, da Casa de Cultura Mário Quintana, onde assisti às duas melhores sessões de cinema da minha vida - e não pelos filmes! -, Ratatouille e Atravessando a Ponte, Os Sons de Istambul.

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Bistrô da Casa de Cultura Mário Quintana.

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Entrada da Sala Norberto Lubisco.

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Ratatouille e Atravassando a Ponte em cartaz.

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Fatih Akin lado a lado com Mário Quintana...

PS: adorei a animação do Brad Bird.

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Ali Babá e os 40 Ladrões

40ladrões.jpg
Sheherazade, que seja apenas mais uma de suas histórias...

O senado da república conseguiu a proeza de inocentar Renan Calheiros das acusações de quebra de decoro parlamentar. Se o número dos que votaram contra a cassação do mandato - 40, como na saga das Mil e Uma Noites - não fosse verdadeiro, seria a mais justa das coincidências.

40 bandidos, acrescidos das 6 excrecências que se abstiveram. Não sabiam de nada? Abre-te Sésamo!

Enquanto isso, longe de Brasília das Maravilhas, a cultura permanece em greve - 3 ou 4 meses já? -, o que me impede de realizar meu filme, pois não tenho a câmera do CTAv. Outro feito notável, que apenas nosso funcionalismo público alcança: liguei hoje questionando se a greve havia terminado, e me disseram que sim; Fernando, amigo e produtor, telefonou com a mesma pergunta, e responderam... que não!

Que saudade do Rogério Sganzerla. Ele deveria estar vivo, para filmar este país que ainda não saiu do quarto de brinquedos: corrupto, mesquinho, baixo, inoperante, safado - com seus políticos canalhas e sua burocracia carnaval-kafkiana, que destroçam a livre iniciativa de qualquer cidadão.

Ouço Orson Welles bradando... This is Brazil!

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setembro 10, 2007

Premiados em Veneza

Leão de Ouro (melhor filme): Se, Jie (Lust, Caution), de Ang Lee.

Leão de prata (melhor direção): Brian De Palma, por Redacted.

Prêmio Especial do Júri: La Graine et le Mulet, de Abdellatif Kechiche, e I'm Not There, de Todd Haynes.

Melhor ator: Brad Pitt, por The Assasination of Jesse James by the Coward Robert Ford.

Melhor atriz: Cate Blanchett, por I'm not There.

Prêmio Marcello Mastroianni (ator/atriz revelação): Hafsia Herzi, por La Graine et le Mulet.

Prêmio Leão de Ouro especial pelo conjunto da obra: Nikita Mikhalkov.

Melhor roteiro: Paul Laverty, por It's a Free World, de Ken Loach.

Melhor fotografia: Rodrigo Prieto, por Se, Jie.

Melhor estréia: La Zona, de Rodrigo Plá.

Leão de Prata de Melhor Curta: Dog Altogether, de Paddy Considine.

Menção especial em curta-metragens: Liudi iz Kamnya, de Leonid Rybakov.

Mostra Horizontes (novas tendências) - Melhor filme: Sügisball (Baile de Outono), de Veiko Õunpuu.

Melhor documentário: Wuyong (Useless), de Jia Zhang-Ke.

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setembro 08, 2007

Veneza

La Graine Et Le Mulet, Redacted e Os Amores de Astrée e Celadon são, por enquanto, os favoritos ao Leão de Ouro em Veneza.

Respectivamente, Abdellatif Kechiche (de A Esquiva), Brian De Palma e Eric Rohmer.

Nada de novo no front.

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setembro 07, 2007

Tropa de Elite

Segundo Wagner Escraaaaaaaaaaaacha!!! Montes, o BOPE não gostou nada nada de Tropa de Elite.

Te cuida, Zé Padilha, te cuida...

PS: Suponho, logo, que os policiais do BOPE tenham visto Tropa de Elite... Mas não é crime assistir a cópias piratas?

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Mosfilm no MAM

Começou semana passada a retrospectiva de produções da Mosfilm no MAM. Embora prevaleçam os filmes de Karen Shakhnazarov - excelente oportunidade para conhecer -, os destaques são os suspeitos usuais: Andrei Rublev e Stalker, talvez as maiores obras-primas de Tarkovski (no caso de Stalker, com certeza a melhor), e A Agonia, de Elem Klimov, conhecido no Brasil apenas pelo sublime Vá e Veja. De brinde, sessão latina com Que Viva México!. A programação, gratuita e com cópias vindas direto da Mãe Rússia:

sab 08
16h Mostra de cinema russo Mosfilm Amor Cigano Tabor Urrodit v Nebo de Emil Lotyanu. Rússia, 1976. Com Svetlana Toma, Grigogy Grigoriu, Ion Shkurya. Legendas em português.101’.
>>Um ladrão de cavalo pede a bela Rada em casamento. Ela só aceitará o pedido se ele se ajoelhar publicamente. Ele concorda, mas não suporta a humilhação.

18h Mostra de cinema russo Mosfilm Andrei Rublev de Andrei Tarkovsky. Rússia, 1966. Com Anatoly Solonitsin, Ivan Lapikov, Nikolai Grinko. Legendas em português. 205’.
>>Andrei Rublev, pintor de ícones do início do séc. XV, é encarregado de pintar as paredes da Catedral da Anunciação no Kremlim.

dom 09
16h Mostra de cinema russo Mosfilm Nós Somos Jazz Myu Iz Dhzaza de Karen Shakhnazarov. Rússia, 1983. Com Igor Sklyar, Alexander Pankratov-Chyorny. Legendas em português. 88’.
>>Três músicos com um estilo de jazz muito pessoal montam um grupo e vão a Moscou, na esperança de serem reconhecidos.

18h Mostra de cinema russo Mosfilm A Prisioneira do Cáucaso Kavkazskaia Plennitza de Leonid Gaydai. Rússia, 1966. Com Aleksandr Demyanenko, Natalya Varley, Ruslan Akhmetov.. Legendas em português. 82’.
>>Comédia que tem como base o antigo costume caucasiano de “raptar a noiva”.

qui 13
18h30 Sessão Latina Que Viva México! de Sergei Eisenstein. México, 1932. Legendas em português. 70'’
>>Seqüências rodadas por Eisenstein destinadas a criar um grande filme com a história monumental da civilização mexicana e de seus problemas sociais. A obra ficou inacabada quando se esgotaram os recursos e serviu de base para várias versões, inclusive esta.

sex 14
18h30 Mostra de cinema russo Mosfilm Cidade Zero Gorod Zero de Karen Shakhnazarov. Rússia, 1988. Com Oleg Basilashvili, Leonid Filatov. Legendas em português. 103’.
>>Em plena era da Perestroika, um engenheiro chega a uma cidade soviética para inspecionar uma fábrica e encontra uma secretária nua, um cozinheiro suicida e outras situações absurdas.

sab 15
16h Mostra de cinema russo Mosfilm O Dia da Lua Cheia Den’palnaluniya de Karen Shakhnazarov. Rússia, 1998. Com Anna Germ, Andrey Panin, Evgeny Stychkin. Legendas em português. 93’.
>>Personagens da nova geração pós-URSS, um idoso, um matador, um DJ, uma princesa, um monge, um diplomata e um poeta têm uma forte e misteriosa ligação.

18h Mostra de cinema russo Mosfilm Stalker, O Guia Stalker de Andrei Tarkovsky. Rússia, 1979. Com Alexander Kaidanovsky, Alissa Freinklikh, Anatoly Solonistsyn. Legendas em português. 163’.
>>Zona é um misterioso lugar do planeta, onde todos os desejos se realizam. Apenas os Stalkers são as pessoas capazes de entrar neste espaço e evitar as armadilhas.

dom 16
16h Mostra de cinema russo Mosfilm A Estrela Zvezda de Nikolay Lebedev. Rússia, 2002. Com Igor Petrenko, Artem Smadin, Lexey Panin. Legendas em português. 97’.
>>A batalha do exército vermelho contra os alemães, no verão de 1944, na fronteira oeste da Rússia..

18h Mostra de cinema russo Mosfilm Agonia de Elem Klimov. Rússia, 1974. Com Velta Line, Alisa Frejndlikh, Anatoly Romashin. Legendas em português. 148’.
>>A vida luxuosa do Czar e sua corte, no começo do século XX, enquanto milhares de camponeses morriam na guerra contra a Alemanha. O filme traz detalhes da vida de Rasputin, que explorava o misticismo fanático da corte.

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Mais Quintana

"O seu olhar imensamente verde ilumina o meu quarto" (A Visitante, de A Cor do Invisível).

E, completo, a minha vida.

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setembro 06, 2007

Em Frente ao Margs

margs.jpg
Museu de Arte de Porto Alegre (Margs).

Eu queria trazer-te uma imagem qualquer
para os teus anos...
Oh! mas apenas este vazio doloroso
de uma sala de espera onde não está ninguém....
E que,
longe de ti, de tuas mãos milagrosas
de onde os meus versos voavam - pássaros de luz
a que deste vida com o teu calor -
é que longe de ti eu me sinto perdido
- sabes? -
desertamente perdido de mim!
Em vão procuro...
mas só vejo de bom, mas só vejo de puro
este céu que eu avisto da minha janela.
E assim, querida,
eu te mando este céu, todo este céu de Porto Alegre
e aquela
nuvenzinha
que está sonhando, agora, em pleno azul!

Texto: Carta, de Mário Quintana (do livro A Cor do Invisível)

PS: te mando o céu do RJ também...

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Luto - Luciano Pavarotti (1935 - 2007)


Nessum Dorma, ária da ópera Turandot, de Giacomo Puccini.

O tenor italiano Luciano Pavarotti, que enfrentava um câncer no pâncreas há mais de um ano, morreu na madrugada desta quinta-feira (6). A notícia foi confirmada por volta da 1h50 pelo empresário do tenor, Terri Robson, segundo a agência Reuters.

"Luciano Pavarotti morreu a cerca de uma hora", afirmou Robinson aos jornalistas que estavam concentrados em frente à casa do tenor.

Pavarotti, de 71 anos, estava em sua casa em estado grave de saúde sob o tratamento de médicos de um hospital da cidade de Modena, segundo a agência italiana AGI.

O tenor esteve internado por duas semanas para fazer exames após ter dado entrada no hospital com febre alta.

De acordo com o canal de TV "Antenna Uno", parentes e amigos de Pavarotti estavam reunidos na casa dele.

A estrela da ópera recebeu alta do hospital no dia 25 de agosto. À época, seu empresário havia negado que Pavarotti estivesse com uma pneumonia.

O italiano foi operado no pâncreas em julho do ano passado em Nova York. O câncer nessa região é considerado por especialistas como uma das formas mais letais da doença, mas a cirurgia oferece condições para melhora.

Pouco antes de ser operado Pavarotti se preparava para sua turnê de despedida dos palcos, mas não fez mais aparições públicas desde então.

Na noite desta terça-feira (4), o ministro da Cultura, Fancesco Rutelli, anunciou que o tenor seria o primeiro a receber o "Prêmio Excelência na Cultura", pelo seu trabalho em promover a cultura italiana no país e no exterior. Os teatros de Milão e de Modena também declararam que farão uma homenagem ao maestro, com a organização de um concurso de canto internacional.

Legado

A volumosa voz de Pavarotti estreou em 1963 numa apresentação solo no Covent Garden, em Londres. Seu maior legado para a música provavelmente será a apresentação com os espanhóis Plácido Domingo e José Carrera na abertura da Copa do Mundo de 1990, na Itália, vista por cerca de 800 milhões de pessoas no mundo todo.

Após aquele concerto nas Termas de Caracalla, em Roma, as vendas de discos de ópera dispararam. A ária "Nessun Dorma", da ópera "Turandot", de Puccini, se tornou para sempre associada a Pavarotti e ao futebol - esporte que foi, aliás, o sonho de menino do cantor.

Notícia tirada do site www.globo.com. Luciano Pavarotti, ao contrário de seus colegas tenores Plácido Domingo e José Carreras, não atuava bem - e a interpretação é importantíssima na ópera! (vejam, por exemplo, a soberba performance do barítono José Van Damn no filme Os Mestres da Música, de Gerard Corbiau - e possuía repertório pouco diversificado. No entanto, foi talvez a voz lírica mais marcante do século XX, sempre nos arrebatando com suas marcas registradas: Nessum Dorma, Ave Maria, Oh Sole Mio.

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setembro 04, 2007

Flor

Já estou morto de saudade.

Volto amanhã ao RJ, no vôo das 20h.

Muitos projetos em andamento...

Como te amo!!!!

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1o. Encontro de Roteiristas no Rio de Janeiro

12 a 16 de setembro. Entrada Franca:

A Caixa Cultural Rio apresenta, de 12 a 16 de setembro, no Cinema 2, o I Encontro de Roteiristas. O evento promove uma série de palestras, seminários e uma mostra de filmes sobre o universo do roteiro de cinema. Pioneiro no país, o encontro realizará um amplo debate, aberto ao público, com alguns dos melhores roteiristas nacionais, sobre a peça fundamental da criação de um filme: O ROTEIRO. Entrada franca.

O tema principal do I Encontro de Roteiristas é a "Dramaturgia Nacional", levantando idéias que girem em torno da questão "Os roteiros brasileiros representam a realidade da cultura brasileira?". Além das palestras e seminários, serão exibidos filmes nacionais com roteiros premiados, como o longa-metragem "O Outro Lado da Rua" (direção de Marcos Bernstein), e curtas como "Criaturas que Nasciam em Segredo" (direção de Chico Teixeira), e "O Sol Alaranjado" (direção de Eduardo Valente). A seleção da mostra conta com a curadoria de Hernani Heffner.

"Muito mais que realizar um encontro voltado para os profissionais de roteiro, o evento pretende apresentar nomes que estão se destacando neste meio, além de orientar os novos profissionais a colocar seus trabalhos no mercado", explica Márcia Mansur, produtora do encontro.

Na abertura do evento, dia 12 de setembro, será lançado e distribuído o primeiro Guia de Concursos Nacionais e Internacionais de Roteiros, que faz um mapeamento de todos os concursos de roteiros do Brasil e do mundo. O Guia, coordenado por Hanna Godoy e com pesquisa de Ines Aisengart, também será distribuído gratuitamente para bibliotecas, ONGs, escolas e faculdades de cinema.

O projeto Encontro de Roteiristas foi selecionado pelo edital 2007 de ocupação dos espaços da CAIXA Cultural.

Serviço:

I Encontro de Roteiristas
Local: CAIXA Cultural RJ - Cinema 2
Endereço: Almirante Barroso, 25 Centro (Metrô Carioca)
Tel: 21 25447666/4080

Abertura: 12 de setembro de 2007, às 18h30min (aberta ao público - distribuição de ingressos 30min antes da abertura do evento). Temporada: 13 a 16 de setembro de 2007

Horário: a partir das 14h30 - veja a programação no site da Caixa Cultural www.caixacultural. com.br.

Capacidade: 90 lugares.

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Rabanete

Os dias foram horríveis sem ela.

Não suporto estar longe da mulher que amo.

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setembro 02, 2007

Notas de Inverno Sobre Impressões de Inverno

Os três primeiros dias em Porto Alegre foram maravilhosos. Infinitamente melhores que minhas mais esperançosas expectativas.

Hoje, no entanto, o dia está feio, cinza, chuvoso, triste e vazio.

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